A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (23.out.2026) para estipular quais instâncias possuem autorização legítima para se pronunciar em nome da organização católica.
Instâncias autorizadas pela instituição
De acordo com o estatuto da entidade, apenas a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência detêm o aval para emitir posicionamentos oficiais da conferência perante a sociedade.
Além dos órgãos centrais, as comissões episcopais e os conselhos regionais também possuem autonomia para tratar de temas específicos, desde que observem as diretrizes nacionais estabelecidas pela cúpula da instituição.
Restrições a pessoas físicas e jurídicas
O comunicado reforça que nenhum outro grupo ou indivíduo possui prerrogativa para falar pela organização religiosa, conforme trecho da publicação:
“Nenhuma pessoa física ou jurídica tem capacidade e habilitação canônica e cível para se pronunciar oficial e legitimamente em nome da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), além daquelas precedentemente citadas”.
Manifesto de religiosos sobre o pleito
A publicação do esclarecimento ocorreu exatamente um dia depois que 47 bispos e arcebispos lançaram uma carta aberta direcionada ao “povo de Deus” a respeito da disputa presidencial no segundo turno.
O documento crítico não mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas apontou riscos à democracia e criticou o posicionamento do candidato em pautas como meio ambiente, armamentos e direitos trabalhistas.
Histórico de atritos eleitorais
A relação entre a campanha do parlamentar e setores da Igreja Católica enfrentou momentos de tensão durante a corrida eleitoral, incluindo acusações sobre fake news e declarações públicas de religiosos em defesa dos princípios constitucionais e da democracia.






