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Daniel vorcaro ironiza delegada da Polícia Federal em depoimento

Vorcaro ironiza delegada da PF ao ser questionado sobre fraude

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, adotou tom irônico ao responder a uma delegada da Polícia Federal durante o seu depoimento realizado no dia 15 de outubro de 2026. A gravação da oitiva foi encaminhada pela corporação ao Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira (29.out.2026), exatamente 24 horas depois de o empresário e outras 14 pessoas terem sido indiciados por suspeita de delitos financeiros envolvendo a instituição bancária. Atualmente, ele está preso preventivamente na Papudinha, no Distrito Federal, medida cautelar que cumpre desde março.

Acusações de fraude e o embate com a autoridade

Durante o procedimento, a delegada Janaína Palazzo acusou o executivo de ter praticado fraude financeira. Segundo a policial responsável pela condução, o esquema consistiu em obter uma “carteira da base de dados que, aparentemente, quem trouxe foi o seu sócio, ou ex-sócio, Augusto Lima, e internaliza em sistema do seu banco”.

Em sua defesa imediata, o investigado questionou a afirmação e provocou a investigadora ao rebater: “Eu fiz isso? A senhora tem prova?”. Na sequência, a delegada apontou um rombo de R$ 2,2 bilhões no Banco de Brasília (BRB). Esse prejuízo teria sido gerado por carteiras de crédito insolventes originadas na Tirreno Consultoria — classificada pela corporação policial como uma empresa de fachada — e transferidas pelo Banco Master ao BRB.

Defesa alega boa-fé e apelo por liberdade

Rejeitando veementemente qualquer participação em atos ilícitos, Vorcaro argumentou que sua intenção era apenas solucionar um obstáculo relacionado à substituição de ativos da Tirreno Consultoria.

“Onde que eu fiz alguma coisa de errado neste processo para estar há 1 ano preso? A minha família toda destruída, com tudo acabado. Fui resolver um problema, de boa-fé”, declarou o empresário ao longo da oitiva.

Em outro momento do interrogatório, que se estendeu por cerca de 120 minutos, o banqueiro criticou a condução das investigações e suplicou pela revogação de sua custódia cautelar, apelando diretamente à corporação com um questionamento contundente: “Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para entender isso?”.

Encerrando sua participação perante as autoridades, o executivo reforçou o pedido de liberdade e clamou por imparcialidade nas análises técnicas do caso.

“Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, 1º, para não ficar esperando, deixa eu esperar em casa. Vamos fazer isso para que não se cometa injustiça. Estou pedindo um voto de confiança”, concluiu Vorcaro, reiterando que nega todas as irregularidades atribuídas a ele pela investigação federal.

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