O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez diversos comentários públicos nos últimos dias sobre o cenário político brasileiro, abordando tanto o resultado das urnas quanto a ida do senador Flávio Bolsonaro para território norte-americano.
As contestações de Trump sobre o pleito Sem apresentar quaisquer provas, o republicano levantou suspeitas sobre a disputa eleitoral que culminou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. As alegações de fraude divulgadas pelo político contrastam diretamente com o resultado oficial validado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vale destacar que o próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado, embora tenha solicitado esclarecimentos adicionais à Justiça.
Cronologia das manifestações do republicano
As primeiras falas após o segundo turno No dia seguinte ao segundo turno, o ex-mandatário americano afirmou que a disputa “pareceu mais uma eleição fraudada”, repetindo a ausência de indícios.
“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, afirmou Trump, sem apresentar nenhuma prova. “Para mim, pareceu muito ruim.”
Questionado pela imprensa sobre possíveis ações a respeito, ele pontuou que não governa o Brasil e mencionou apreço pelo atual líder brasileiro.
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha.”
Insinuações e aprovação de visto Durante um comício no Texas, no dia 27 de outubro, as insinuações sem provas continuaram.
“Os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Vocês viram aquilo? Não foi nada legal. Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom”, afirmou Trump.
Logo após a confirmação de que o Departamento de Estado concederia vistos para Flávio Bolsonaro e sua família ingressarem no país, o republicano declarou apoio à movimentação na madrugada de 28 de outubro.
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump.
Distanciamento da carta e diálogos com Lula Ainda na quarta-feira (28), ao ser questionado sobre a carta em que o senador brasileiro se autointitulava “líder do Brasil”, o político americano preferiu não se aprofundar no tema.
“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Na verdade, eu não falei com ele ainda. Mas não vou me envolver”, afirmou.
No dia 29 de outubro, Trump argumentou que manteve a neutralidade na disputa brasileira atendendo a um pedido direto.
“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, afirmou o presidente dos EUA. “Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse.
Contexto político norte-americano Enquanto comentava o cenário internacional, o republicano também lidava com o panorama interno dos Estados Unidos, marcado por eleições legislativas cruciais para a renovação da Câmara e de parte do Senado.






