Pacientes e profissionais que estavam no Hospital Júlia Kubitschek, localizado na capital mineira, enfrentaram transtornos durante um temporal recente. A forte precipitação que caiu na região causou infiltrações e goteiras diretamente na unidade de emergência do complexo de saúde.
Registro feito por representante sindical
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), os problemas estruturais na cobertura são recorrentes e exigem a substituição completa das telhas antigas. A diretora do sindicato, Neuza Freitas, informou que as imagens fortam feitas por volta das 19h desta sexta-feira (30). Segundo ela, chovia forte na região desde mais cedo.
Cobrança oficial e riscos estruturais
A situação crítica na instituição de saúde não é novidade para a administração pública. Em um ofício datado de 13 de fevereiro de 2026, dirigido à presidência da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e à direção do hospital, o sindicato já relatava infiltrações e goteiras em diferentes setores.
O documento cita áreas de atendimento, o Núcleo de Ensino e Pesquisa, incluindo a biblioteca, o Núcleo de Gestão de Riscos e espaços de circulação de pacientes e acompanhantes.
Segundo o sindicato, os problemas oferecem riscos de quedas em pisos molhados e de acidentes pela proximidade da água com equipamentos e instalações elétricas. A entidade também aponta a possibilidade de danos a equipamentos hospitalares, insumos e documentos.
Solicitações de providências
Diante do cenário de vulnerabilidade para frequentadores e funcionários, a entidade representativa formalizou uma série de exigências direcionadas à gestão estadual.
No ofício, o Sind-Saúde/MG solicita medidas emergenciais, avaliação técnica com emissão de laudo e um plano de contingência para o período chuvoso.
A entidade também pede um cronograma público de reparos definitivos, além de interdição preventiva e transferência das atividades nas áreas que apresentem risco.
Até o momento, o poder público estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre os episódios de vazamento e as cobranças apresentadas pela categoria. O g1 entrou em contato com o Governo de Minas, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve retorno.






