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Fundador do banco master nega prejuízo ao brb em depoimento à pf

Vorcaro diz estar preso há quase 1 ano por negócio que não ocorreu

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal que não provocou prejuízos ao BRB (Banco de Brasília) e solicitou a revogação de sua prisão. A manifestação foi encaminhada pela corporação ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026).

Prisão e indiciamento O envio do registro da oitiva ocorreu um dia após o empresário e mais 14 indivíduos serem indiciados por suspeita de crimes contra o sistema financeiro. Encarcerado preventivamente na Papudinha, no Distrito Federal, desde março de 2026, ele declarou estar com a vida “devastada” e a “família dilacerada” por uma operação financeira que, segundo sustenta, sequer chegou a ser concluída.

Questionamentos à investigação Durante a sessão de perguntas, que durou cerca de duas horas, Vorcaro confrontou a delegada Janaína Palazzo após ser acusado de fraudar o setor bancário por meio da internalização de carteiras de crédito deterioradas. “Eu fiz isso? A senhora tem prova?”, questionou o ex-banqueiro, desafiando: “Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para entender isso?”.

A apuração aponta que o esquema teria movimentado R$ 2,2 bilhões em carteiras de crédito sem existência real repassadas ao BRB por meio da Tirreno Consultoria, apontada pela polícia como empresa de fachada. Em sua defesa, o investigado argumentou que atuou de boa-fé para corrigir falhas nesses documentos, fazendo a substituição dos pactos por outros ativos e empregando bens particulares para quitar as pendências.

Perícia independente O executivo também questionou a cifra de R$ 2,2 bilhões estipulada como rombo, defendendo que a intervenção e liquidação do Banco Master intensificaram os problemas do BRB. Conforme sua argumentação, os bens dados em troca possuem valor superior ao montante aplicado, razão pela qual propôs a execução de uma perícia independente para atestar a inexistência de prejuízos econômicos.

A delegada responsável pontuou que a eventual restituição de valores não elimina os delitos praticados anteriormente. Embora tenha dito que não se opõe à fiscalização de eventuais erros de colaboradores, Vorcaro reafirmou sua inocência e pleiteou o encerramento das acusações direcionadas a ele.

Ao encerrar o interrogatório, o empresário reforçou o pleito por liberdade e solicitou uma revisão ampla dos fatos. “Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, primeiro, para não ficar esperando… Deixa eu esperar em casa para que não se cometa injustiça”, concluiu.

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