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Tesouro direto atinge R$ 8,77 bilhões em aplicações no mês de setembro

Investimentos no Tesouro Direto somam R$ 8,77 bi em setembro

Os investimentos no Tesouro Direto registraram um total de R$ 8,77 bilhões em setembro de 2026, divididos em 1,25 milhão de operações. O balanço foi divulgado nesta 5ª feira (29.out.2026), antecedendo a forte turbulência e a reação do mercado financeiro após o resultado das eleições presidenciais de 25 de outubro, que reelegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Preferência pela Selic e emissão líquida

Com resgates e vencimentos somando R$ 3,94 bilhões no período, o programa alcançou uma emissão líquida de R$ 4,83 bilhões. O estoque total de títulos públicos sob a custódia dos investidores chegou a R$ 279,3 bilhões, o que representa um crescimento de 43% em comparação com os R$ 195,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Na comparação com agosto, quando o estoque era de R$ 272 bilhões, a alta foi de 2,7%.

Os títulos indexados à taxa básica de juros lideraram a preferência dos brasileiros em setembro. O Tesouro Selic e o Tesouro Reserva captaram R$ 5 bilhões, o equivalente a 57,5% de todas as aplicações do período. Em segundo lugar ficaram os papéis corrigidos pela inflação, com R$ 2,2 bilhões (24,9%), enquanto os títulos prefixados atraíram R$ 1,6 bilhão (17,7%).

Volatilidade e taxas dos prefixados

A divulgação dos dados ocorre logo após uma semana de intensa volatilidade na renda fixa. No primeiro pregão após o segundo turno (26.out), a disparada dos juros futuros obrigou o Tesouro Nacional a realizar leilões extraordinários de recompra. O programa também precisou adotar suspensões temporárias nas negociações devido às oscilações acentuadas nas taxas e nos preços.

Com o salto nos juros futuros, o Tesouro Prefixado 2029 passou a oferecer uma remuneração de 14,80% ao ano. Já o prefixado 2032 subiu para 15,17%, enquanto a modalidade prefixada com juros semestrais 2037 passou a pagar 15% ao ano. O movimento de alta nas taxas reduz o preço dos papéis já emitidos, elevando o risco de perdas para quem precisa vender os títulos antes do vencimento.

Perfil dos investidores e operações

A base de participantes ativos no programa atingiu 3.924.677 pessoas em setembro, um avanço de 22,3% no intervalo de um ano, com a entrada de 92.224 novos saldos aplicados. O cadastro total somou 36.746.622 CPFs. O comportamento do investidor continuou marcado pelo foco em aportes menores: 61,3% das operações envolveram valores de até R$ 1.000, e 82,6% ficaram abaixo de R$ 5.000, com uma média de R$ 7.019,82 por operação.

O balanço reforça a consolidação do programa entre os pequenos aplicadores, embora o cenário posterior às eleições mantenha o alerta sobre os impactos da marcação a mercado para quem negocia títulos prefixados e indexados à inflação antes da data final.

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