Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a disputa presidencial para Lula (PT) por uma diferença de 4,4 milhões de votos e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, o clã se reorganiza para manter espaço na política nacional a partir de 2027. O senador derrotado, que divulgou cartas se autoproclamando “presidente eleito” e “líder do Brasil”, juntou-se nos Estados Unidos ao irmão Eduardo, que reside no exterior desde fevereiro de 2025 após perder o mandato e ser condenado por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.
Sem foro privilegiado pela primeira vez desde 2003 Investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, Flávio ficará sem cargo político e sem foro privilegiado pela primeira vez em mais de duas décadas, desde que assumiu como deputado estadual no Rio de Janeiro. Além dele, Eduardo e Jair Bolsonaro também estarão sem mandatos, mas a família garantiu representação expressiva com quatro nomes eleitos para o Congresso Nacional.
Michelle Bolsonaro assume vaga no Senado A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) estreou nas urnas conquistando uma vaga de senadora pelo Distrito Federal com 938.496 votos, o equivalente a 29,05% do total. Com sua votação, ela também impulsionou a eleição da aliada Bia Kicis (PL-DF) para a segunda cadeira do DF na Casa Alta.
Carlos Bolsonaro muda de base eleitoral Já Carlos Bolsonaro (PL-SC) deixou o Rio de Janeiro, onde atuava como vereador, e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina. Ele garantiu a segunda vaga para o Senado no estado ao somar 1.902.100 votos (25,21%), ficando atrás apenas da aliada Carol de Toni (PL-SC).
Novos nomes na Câmara dos Deputados O filho mais caçula, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), atualmente vereador em Balneário Camboriú, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados por Santa Catarina após registrar 131.555 votos, sendo o quarto mais votado no estado.
Por fim, Renato Bolsonaro (PL-SP), irmão mais novo do ex-presidente, garantiu uma vaga de deputado federal por São Paulo com 379.312 votos, figurando como o sexto mais votado paulista. Capitão reformado do Exército, ele já havia passado pela política na região do Vale do Ribeira na década de 1990.
Baixas na disputa legislativa Nem todos os membros da família obtiveram sucesso nas urnas. Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), ex-mulher do ex-presidente e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, mas obteve 65.496 votos e não conseguiu se eleger.






