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Coreia do Norte dispara cerca de dez mísseis balísticos em direção ao mar oriental

Coreia do Norte lança cerca de 10 mísseis balísticos em direção ao mar na costa leste, afirma Seul

A Coreia do Norte disparou aproximadamente 10 mísseis balísticos em direção ao mar localizado ao largo de sua costa oriental nesta quinta-feira, conforme divulgado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul. O ato ocorre em um cenário de atrito crescente na península, antecedendo o prazo estipulado por Pyongyang para o fim do mês, período em que equipamentos de propaganda deverão ser acionados na divisa fortemente militarizada.

Detalhes do lançamento na costa leste

De acordo com o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, os projéteis de curto alcance foram disparados por volta das 12h30, no horário local, a partir da região norte-coreana de Wonsan. Cada um dos engenhos militares percorreu uma distância aproximada de 250 quilômetros antes de cair nas águas da região.

Diante do cenário, o governo sul-coreano intensificou as ações de monitoramento e manteve as tropas em nível elevado de prontidão para eventuais novos disparos, além de estreitar a troca de dados estratégicos com os governos dos Estados Unidos e do Japão. Paralelamente, o Ministério da Defesa japonês confirmou a detecção do que aparentava ser um projétil balístico, ressaltando que o artefato não caiu dentro da Zona Econômica Exclusiva do país.

Reação diplomática e condenação internacional

O Gabinete de Segurança Nacional da Presidência da Coreia do Sul convocou uma cúpula de emergência para analisar os riscos à estabilidade regional. Na ocasião, o colegiado exigiu que o regime de Pyongyang ponha fim imediato aos recorrentes disparos de mísseis balísticos, classificando a conduta como uma “grave violação” das resoluções estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, conforme nota oficial emitida pela presidência.

Para especialistas no tema, a ofensiva possui múltiplos objetivos estratégicos. “O lançamento pode estar relacionado às tensões ao longo da fronteira como parte de uma série mais ampla de demonstrações de força da Coreia do Norte, embora seja difícil afirmar que a situação na fronteira tenha motivado diretamente o lançamento do míssil”, disse Kim Yong-hyun, professor de Estudos da Coreia do Norte na Universidade Dongguk, em Seul. O acadêmico acrescentou que a demonstração também busca evidenciar o avanço tecnológico balístico norte-coreano perante Washington, Tóquio e a comunidade global.

Fronteira militarizada e guerra psicológica

A demonstração de força militar coincide com o agravamento das relações entre os dois vizinhos, deterioradas desde 21 de setembro após duas explosões de minas terrestres na Zona Desmilitarizada deixarem três soldados sul-coreanos feridos. Seul atribui a colocação dos explosivos ao Exército norte-coreano, exigindo retratação formal por violação do armistício, enquanto Pyongyang rejeita a autoria e acusa o governo sul-coreano de forjar o episódio.

Como desdobramento da crise, Kim Yo Jong, influente irmã do líder supremo Kim Jong Un, declarou na semana passada que o governo colocaria em breve os alto-falantes de propaganda anti-Seul em plena atividade ao longo da linha divisória. Embora tenha sinalizado a ativação total até o final de outubro, analistas locais avaliam a medida com cautela. “Em vez de ser uma decisão firme de iniciar as transmissões, a Coreia do Norte parece estar dizendo que terá tudo pronto e observará como a Coreia do Sul reagirá”, pontuou Lim Eul-chul, professor da Universidade Kyungnam, em Seul.

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