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Polícia Federal indicia Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas por crimes financeiros

PF indicia Vorcaro, Paulo Henrique Costa e mais 13 por fraude no Master

A Polícia Federal concluiu um relatório parcial de investigação criminal que aponta o indiciamento do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e de outras 13 pessoas. O documento integra o Inquérito 5.026, em tramitação no Supremo Tribunal Federal, que investiga as tentativas de venda do Master para a instituição financeira brasiliense.

Esquema de operações e carteiras de crédito De acordo com os investigadores, o caso revela um arranjo financeiro baseado em carteiras de crédito de origem duvidosa, fabricação posterior de documentos e dissimulação na titularidade de valores. A apuração destaca o envolvimento de executivos dos setores executivo, financeiro, jurídico e operacional dos bancos e de companhias ligadas aos acordos.

Vorcaro foi formalmente acusado por suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e crimes de organização criminosa. As acusações dependem da avaliação das instâncias competentes e não configuram, por si sós, uma sentença penal.

Lista de indiciados pela Polícia Federal O relatório policial detalha a lista completa dos 15 investigados que passam a responder pelas acusações no âmbito do inquérito:

Daniel Bueno Vorcaro Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa Augusto Ferreira Lima Angelo Antônio Ribeiro da Silva Luiz Antonio Bull Alberto Félix de Oliveira Neto Allan da Silva Machado Henrique Souza e Silva Peretto André Felipe de Oliveira Seixas Maia Daniel Lopes Monteiro Dario Oswaldo Garcia Junior Luana de Andrade Ribeiro Cristiane Maria Lima Bukowitz Diogo Ilário de Araújo Oliveira José Maria Correa Dias Junior

Defesa e movimentações financeiras Anteriormente, Vorcaro havia dito que considera “narrativa fantasiosa“ a alegação de fraude. O fundador do Master disse que as operações realizadas entre seu banco e o Banco de Brasília foram “negócios absolutamente lícitos, embasados em decisões técnicas e colegiadas tomadas pelas instâncias de governança de ambas as instituições, sem gerar qualquer prejuízo ao BRB”.

Contexto da Operação Compliance Zero O desdobramento faz parte das investigações conduzidas sob o guarda-chuva da Compliance Zero, autorizada originalmente pela Justiça Federal de Brasília no final de 2025. O processo passou para a alçada do STF sob a relatoria inicial do ministro Dias Toffoli e, posteriormente, sob a condução do ministro André Mendonça, acumulando diversas fases com mandados de prisão, busca e apreensão e medidas cautelares contra diferentes figuras públicas e empresariais do país.

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