Uma investigação jornalística revelou que a campanha do Partido Democrata articulou um plano para recrutar cidadãos com o mesmo nome de um senador republicano, com o propósito de confundir eleitores no estado norte-americano do Alasca. A revelação gerou forte reação do presidente Donald Trump nas redes sociais.
O plano para encontrar homônimos
Segundo a apuração divulgada pelo jornal The New York Times, o projeto teria sido conduzido por integrantes da equipe da democrata Mary Peltola, ex-deputada que disputa uma vaga no Senado. A tática consistia em localizar pessoas batizadas exatamente como o senador Dan Sullivan, que busca a reeleição, e persuadi-las a ingressar na disputa eleitoral para fragmentar o apoio conservador.
Documentos internos, mensagens de texto e entrevistas embasaram a apuração jornalística, que ainda apontou a possibilidade de abertura de uma ação judicial contra os democratas. Tanto a campanha de Mary Peltola quanto o Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC) negaram qualquer envolvimento com a estratégia.
Execução da manobra eleitoral
Os registros indicam que, em meados de 2025, assessores orientaram membros da equipe a buscarem o máximo de homônimos possíveis na região. O avanço da iniciativa incluiu deslocamentos para localidades isoladas e a atuação de um operador político que utilizaria um codinome para recrutar potenciais candidatos em estabelecimentos locais.
O resultado da articulação apareceu nas urnas durante as primárias de agosto, quando Mary Peltola liderou com 49,5% dos votos, seguida pelo senador republicano Dan S. Sullivan, com 41,4%. No processo, um professor aposentado chamado Dan J. Sullivan garantiu 2,5% do eleitorado, somando 4.107 votos. Pelas regras do Alasca, os quatro principais colocados avançam, colocando dois candidatos com o mesmo nome na disputa final marcada para 3 de novembro.
Reação contundente de Donald Trump
Com a repercussão da matéria, Donald Trump utilizou suas plataformas digitais para classificar a iniciativa como uma tentativa de fraude eleitoral. O presidente americano argumentou que a inclusão de um segundo homônimo na cédula teve caráter ilegal e visava desorientar o eleitorado conservador.
Diante do cenário, Trump exigiu que a adversária enfrente penalidades políticas e jurídicas, além de defender que o atual senador republicano dispute o pleito sem a concorrência dos demais adversários na cédula eleitoral.






