Home / Esporte / Itapetininga investiga denúncia de injúria racial em torneio de futsal

Itapetininga investiga denúncia de injúria racial em torneio de futsal

Organização investiga denúncia de injúria racial contra menino de 12 anos em partida de futsal em Itapetininga

A organização de um torneio de futsal voltado para escolas particulares em Itapetininga, no interior paulista, abriu uma investigação para apurar uma denúncia de injúria racial contra um atleta de 12 anos. O incidente aconteceu no dia 2 de outubro, durante uma disputa realizada no Clube dos Bancários, mas os documentos oficiais só vieram a público recentemente.

Entenda o caso de racismo no esporte escolar De acordo com a mãe do garoto, que preferiu não ter a identidade revelada, esta foi a terceira vez que o filho participou da Copa Skill.Ed, embora tenha competido por colégios diferentes nos anos anteriores. A mudança para a instituição atual ocorreu por conta de uma bolsa de estudos conquistada pelo desempenho esportivo.

Provocações e insultos racistas em quadra Na ocasião da partida, o menino enfrentou adversários que eram seus antigos colegas de classe. A mãe relata que as intimidações começaram com o intuito de abalar emocionalmente o garoto, mas rapidamente evoluíram para ataques de cunho racial, incluindo xingamentos como “macaco” e “gorila”.

“Alguns alunos do time que estavam jogando contra, que eram da escola que estudavam, começaram a provocar ele. De início, chamaram ele de ‘traíra’ e ‘Judas’, para tentar desconcentrá-lo durante o jogo. Depois, eles começaram com palavras mais agressivas”, detalha a mãe.

Intervenção e desdobramentos da denúncia Uma professora que acompanhava a turma tentou intervir diante das ofensas, mas também acabou sendo alvo de hostilidades verbais por parte dos jovens. O responsável máximo pelo torneio entrou em quadra para conter a situação, afastando o atleta e prometendo solucionar o problema, embora os autores dos ataques tenham permanecido na partida.

“Uma professora escutou e foi falar com esses meninos que, até então, ela disse que eram alunos dela também. Ela pediu para eles pararem e eles começaram a agredi-la também. O CEO da copa entrou em campo, afastou meu filho com o braço e disse que resolveria a situação. Ele nos disse que fez isso como uma forma de sanar a confusão”, lembra.

“Ele não deu muito ouvido ao que meu filho estava falando. Os meninos continuaram no mesmo lugar, mas as agressões diminuíram. O jogo não foi parado e os meninos não foram retirados. Eles também precisam ser ensinados ou ter uma conduta de correção”, lamenta.

Posicionamento oficial da competição Embora um boletim de ocorrência não tenha sido registrado na Polícia Civil, um depoimento formal foi protocolado junto aos responsáveis pelo evento. Em nota oficial, a administração da Copa Skill.Ed informou que instaurou um procedimento investigativo com assessoria jurídica logo após receber a comunicação sobre o caso.

O processo incluiu a oitiva da vítima, familiares, testemunhas e membros da arbitragem, além de notificar as instituições de ensino envolvidas. O relatório final será encaminhado à junta disciplinar do campeonato. Como resposta pedagógica ao episódio, a organização promoveu uma palestra educativa ministrada pelo delegado seccional de Itapetininga sobre respeito, bullying e discriminação, reiterando seu repúdio a qualquer ato de preconceito no esporte.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *