O curta-metragem de terror independente “A Última Fita”, produzido em Jundiaí (SP), será adaptado para o formato de longa-metragem com produção executiva de Elisa Tolomelli, profissional que atuou em filmes indicados ao Oscar como “Cidade de Deus” e “Central do Brasil”. Escrita e dirigida pela cineasta jundiaiense Caroline Adrielli, a nova versão está em fase de roteirização sob o título provisório de “A Fita”.
Expandindo a narrativa original Com 18 minutos de duração, a produção original gravada na região acumulou seis prêmios internacionais em festivais de gênero slasher. Enquanto o longa é desenvolvido, o curta ganha exibição gratuita neste sábado (31), às 18h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
A aproximação entre Caroline e Elisa começou após a diretora apresentar o projeto em um curso ministrado pela produtora executiva. Ao assistir ao curta, Elisa identificou potencial para expandir a narrativa e levar a produção independente a um público mais amplo.
“Escolhi produzir esse filme porque vi na história potencial para um longa e, na Carol, clareza sobre o que e como quer contar. Assisti ao curta e ele me mostrou que ela compreende a linguagem do terror e consegue realizá-la mesmo com poucos recursos”, afirmou Elisa.
Apoio aos novos talentos Com cerca de 40 projetos produzidos, Elisa construiu uma carreira ligada a obras de projeção internacional do cinema brasileiro. Foi produtora executiva de Central do Brasil, de Walter Salles, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, ambos indicados ao Oscar, além de Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho.
A produtora também destacou que gosta de trabalhar com profissionais em início de carreira. Segundo ela, a experiência acumulada no cinema pode ajudar novos realizadores a transformar suas ideias em projetos capazes de chegar ao público.
“Eu gosto muito de apostar nos jovens talentos, sejam eles atores, diretora, roteiristas, porque acho que existe um frescor nessa nova geração, em quem está começando, com novas ideias”, disse.
Detalhes da trama e produção Na trama de A Última Fita, cinco jovens alugam uma casa de temporada e encontram fitas VHS com registros de crimes brutais cometidos no local durante a década de 1990. Isolados e sem sinal de telefone, eles percebem que o assassino continua por perto e que podem se tornar os próximos alvos.
“O curta foi a primeira oportunidade de mostrar esse universo na tela. A Elisa sugeriu o título ‘A Fita’, que adotamos nesta etapa de desenvolvimento. Trabalhar com ela e com a estrutura da Inova na finalização representa a possibilidade de aprofundar uma história que começou no interior e levá-la aos grandes centros com parceiros que têm uma trajetória importante no cinema brasileiro”, afirma.
A diretora contou que percebeu o potencial da história para um filme mais longo ainda durante a escrita do roteiro do curta. O subgênero slasher, marcado por assassinos que perseguem suas vítimas, exige espaço para desenvolver os personagens, a sequência de crimes e a motivação narrativa.
Cronograma e próximos passos O projeto ainda está na fase de desenvolvimento do roteiro e foi inscrito em dois editais voltados a essa etapa. A previsão é que o texto fique pronto no início de 2027. A expectativa da produtora é iniciar as filmagens no segundo semestre do ano que vem. Ainda não há cronograma definitivo de produção, elenco anunciado ou data de lançamento.
A realização será feita em parceria com a Inova Filmes, responsável pela finalização e pelos efeitos audiovisuais. A estrutura da empresa reúne recursos técnicos para trabalhar os efeitos antes mesmo do início das filmagens, segundo Elisa.
A produtora espera que o longa combine terror e humor e ajude a ampliar o espaço do gênero no cinema brasileiro. “Eu quero que o público encontre diversão e medo. Eu quero todo mundo sentindo ‘medinho’ ”, disse.






