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Flávio Bolsonaro recebe autorização para ficar um ano nos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro recebeu autorização para ficar 1 ano nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu autorização do governo americano para permanecer por um ano no país, conforme aponta uma consulta realizada no sistema da U.S. Customs and Border Protection – CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos). Os registros indicam que o parlamentar foi admitido sob o código “DT” e tem permissão para ficar em território norte-americano até 27 de outubro de 2027. O CBP define a sigla como “autorizado a entrar temporariamente” (Paroled).

A fuga e o trajeto internacional A viagem de Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos foi marcada por grande mistério e incerteza. Na madrugada de quarta-feira, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou formalmente que o senador e seus familiares ingressaram em território argentino por via terrestre, às 22h50 no horário de Brasília, atravessando a Ponte Internacional Tancredo Neves, próxima a Foz do Iguaçu.

De acordo com o órgão argentino, os quatro viajantes apresentavam documentação regular e não possuíam impedimentos legais naquele momento. Na sequência, o grupo se dirigiu a Puerto Iguazú, onde embarcou em um jatinho executivo Gulfstream G400. A aeronave decolou sem sobrevoar o espaço aéreo brasileiro, realizando uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de pousar por volta das 10h24 no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na Flórida.

Cancelamento de passaportes e ordens do STF O deslocamento internacional ocorreu de forma sigilosa após a derrota do parlamentar no segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do senador. Flávio utilizou um passaporte italiano obtido em 2023 para deixar a Argentina, uma vez que seus documentos brasileiros haviam sido invalidados.

A Polícia Federal informou que tanto o passaporte comum quanto o passaporte diplomático do senador foram cancelados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitida no domingo anterior. Além disso, Flávio foi intimado a entregar eventuais documentos de outras nacionalidades em um prazo de 24 horas, exigência que não foi cumprida.

Investigações e alerta da Polícia Federal A corporação já havia alertado sobre riscos concretos de fuga em representação enviada ao STF, fundamentada no poder econômico do político, na estrutura internacional disponível e nas declarações públicas de aliados sugerindo sua saída do Brasil. O próprio pedido da PF destacou trechos de articulações políticas anteriores sobre o tema:

“Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo”.

Atualmente, o senador é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal em inquéritos que apuram desde a suposta prática de crimes no financiamento do filme “Dark Horse” até suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e apostas esportivas, investigação na qual também figura o advogado Willer Tomaz. Ambos negam a existência de irregularidades e rechaçam qualquer sociedade comercial entre eles.

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