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Defesa de Daniel Vorcaro classifica indiciamento da PF como “frágil e absurdo”

Defesa chama indiciamento de Vorcaro de “frágil e absurdo”

A equipe jurídica que representa o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, classificou nesta quarta-feira (28.out.2026) como “açodado e afoito” o indiciamento de seu cliente no âmbito das investigações sobre irregularidades na compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB). Através de um comunicado oficial, os advogados argumentaram que a providência “antecipa conclusões que a própria investigação admite ainda não ter alcançado”. A medida policial também atingiu outros 14 investigados.

Contradições apontadas pelos advogados

No texto divulgado à imprensa, a defesa enfatizou a incongruência temporal do procedimento adotado pela polícia. “No mesmo documento em que indicia, a autoridade policial pede ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para prosseguir nas apurações. Reconhece que exames periciais seguem ‘em elaboração’, que parte do material apreendido não foi analisada e que pessoas relevantes sequer foram ouvidas. Indicia-se 1º para investigar depois”, criticam os defensores.

Pedidos de arquivamento e liberdade

Para o corpo jurídico, o ato policial carece de embasamento técnico, sendo rotulado como “frágil e absurdo”, visto que as premissas “se apoiam em leitura seletiva de mensagens e em hipóteses formuladas ‘em tese’, e não em demonstração técnica”. Diante desse cenário, os representantes legais reiteraram o pleito pelo encerramento das investigações sobre as instituições e exigiram a soltura imediata do empresário, classificando a detenção como “urgente e imperativa”.

O contexto das investigações financeiras

O indiciamento representa um marco formal na fase de apuração, servindo para apontar suspeitas sobre um indivíduo ou organização, sem configurar um juízo de culpa definitivo ou uma denúncia formal perante a Justiça. De acordo com os relatórios da Polícia Federal, o esquema envolvia transações com carteiras de crédito duvidosas, emissão retroativa de documentos e estratégias para ocultar a real titularidade de valores.

As apurações detalham ainda a suposta atuação de profissionais de diferentes áreas — executiva, financeira, jurídica e operacional — ligadas às empresas investigadas. As acusações formais contra Vorcaro abrangem suspeitas de gestão fraudulenta, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujos desdobramentos ainda precisam ser avaliados pelas instâncias competentes antes de qualquer eventual ação penal.

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