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Senival Moura é preso em SP em operação contra esquema de facção

Senival Moura, vereador do PT, é preso em operação contra presença do PCC no transporte de SP

O vereador licenciado Senival Moura (PT) foi detido nesta quarta-feira (28) na capital paulista durante uma ofensiva coordenada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. O parlamentar, que estava em liberdade desde o início de agosto graças a uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), é um dos alvos da investigação sobre a atuação de uma facção criminosa no transporte público municipal.

Operação policial e mandados A ofensiva foi executada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) — por intermédio da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (DIVECAR) — em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

No total, a Justiça determinou sete mandados de prisão preventiva. Cinco suspeitos foram capturados durante as diligências desta quarta-feira, enquanto outros dois alvos continuam foragidos, com mandados em aberto.

Infiltração no transporte e lavagem de dinheiro Os investigadores apontam indícios de que membros de uma organização criminosa integraram a estrutura administrativa e societária da Transunião Transportes S.A., companhia responsável pela operação de linhas de ônibus na cidade de São Paulo.

Segundo o inquérito, a participação do grupo era ocultada por meio de terceiros, acompanhada de movimentações financeiras atípicas e estratégias para mascarar a titularidade de bens e valores. A investigação foi concluída, relatada e resultou em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público à Justiça.

Apreensões e bloqueio de bens de luxo Além das capturas, a operação teve como foco desarticular o patrimônio vinculado aos crimes apurados. Foram confiscados R$ 158.919 em espécie, além de US$ 2.417 e € 1.465, dez automóveis, cerca de 40 relógios de luxo e diversas joias.

Entre os carros apreendidos estão modelos de alto padrão, como Porsche Macan, BMW e RAM Rampage. A Justiça também decretou o sequestro de 21 propriedades, o impedimento de transferência para 408 veículos e o bloqueio de seis embarcações.

As ordens judiciais abrangeram ainda a indisponibilidade de ativos ligados a 136 CPFs e CNPJs, além de bloqueios bancários via SISBAJUD. De acordo com as autoridades, a união entre a Polícia Civil e o Ministério Público é essencial para combater a infiltração de organizações criminosas em setores econômicos formais.

Posicionamento da defesa Os defensores do vereador Senival Pereira de Moura manifesta sua discordância quanto à decisão judicial que decretou sua prisão preventiva em 20 de outubro de 2026, por entender que a medida extrema não encontra fundamentação concreta suficiente para justificar a privação de sua liberdade.

Para a equipe jurídica, o decreto prisional baseia-se em dados que já compõem a denúncia do Ministério Público, sem apresentar fatos novos que justifiquem a medida neste momento. A defesa ressalta que o recebimento de uma denúncia não acarreta automaticamente a necessidade de encarceramento.

Em nota, os advogados apontam que o parlamentar nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e, desde o início das investigações, reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça.

O caso segue em andamento na Justiça, e novas medidas judiciais serão tomadas para tentar reverter a prisão do político.

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