O advogado Tracy Reinaldet declarou nesta quarta-feira (28) que a equipe jurídica e aliados do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não esperavam sua partida para os Estados Unidos.
Surpresa na defesa
De acordo com o defensor, a entrega dos passaportes do político à Polícia Federal (PF) havia sido acertada durante um encontro realizado na segunda-feira (26).
“Em momento algum dessa reunião foi sequer cogitada a possibilidade de o senador Flávio deixar o país. A reunião terminou combinando de, na terça-feira, ontem, pegar o passaporte dele e entregá-lo à Polícia Federal. Todos da reunião foram surpreendidos com a notícia de que ele teria deixado o país”Advogado Tracy Reinaldet à CNN
O profissional relatou que, na ocasião, os advogados aconselharam o senador a aceitar o revés eleitoral e classificaram a atuação defensiva no inquérito que apura seus laços com o empresário Willer Tomaz como de condução “simples”.
Tentativas de comunicação
Desde a última terça-feira (27), Reinaldet tenta falar com o cliente, porém sem sucesso até o momento.
“Preciso conversar com ele, tentar entender o que o fez sair do país. Confesso que estou tão perdido nesta história como a imprensa. Ontem, tentei contato com o senador Flávio e não consegui conversar com ele.”
Questionamentos jurídicos
Para o advogado, o procedimento investigativo é considerado “heterodoxo” e deveria ser direcionado ao ministro André Mendonça, e não a Alexandre de Moraes. A justificativa baseia-se no fato de que os dados teriam origem na apuração sobre fraudes no INSS, que está sob a alçada de Mendonça.
“De onde as informações chegaram à PF? Pelo que se sabe, essas informações foram obtidas da quebra de sigilo temático da nuvem do iCloud do Willer”, falou.
Por fim, a defesa sustentou que existem registros provando a ausência de repasses financeiros vindos das empresas de Willer Tomaz para o político.






