O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir a existência de fraude na eleição presidencial brasileira conquistada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um ataque direcionado aos democratas norte-americanos, o político republicano utilizou o pleito no Brasil como exemplo de supostas irregularidades.
Contexto das declarações do republicano As novas críticas ocorreram enquanto o líder norte-americano discursava sobre o cenário político de seu próprio país, colocando o processo de votação brasileiro no centro de suas alegações.
“Eles são os maiores fraudadores de eleições, acho, da história”, afirmou Trump nesta terça-feira, 27, em referência aos democratas. “Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho, não é? Vocês viram aquilo? Aquilo não foi nada bom.”
Em seguida, o republicano alegou neutralidade no pleito brasileiro, mas reiterou sua rejeição ao resultado divulgado. “Não tomei partido, mas não gostei, não pareceu nada bom”, acrescentou.
Histórico de questionamentos e repercussão Essa não foi a primeira manifestação do político contra o sistema de votação no Brasil. Na segunda-feira anterior, Trump já havia colocado em dúvida a lisura da disputa, criticando inclusive a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em duas horas.
Movimentações políticas e viagem ao exterior As falas do ex-presidente dos EUA coincidem com a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território brasileiro rumo à América do Norte. O parlamentar viajou acompanhado da esposa e das duas filhas após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenar a entrega de seus passaportes.
Embora o filho do ex-presidente brasileiro tenha contestado o resultado das urnas, a direção nacional do PL reconheceu formalmente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no pleito.






