Estudantes que buscam uma vaga no ensino superior contam com orientações práticas de língua portuguesa para o Exame Nacional do Ensino Médio, marcado para os dias 8 e 15 de novembro em todo o território nacional.
Regras para a conjugação de verbos derivados
O professor Nilson Alves detalha a forma correta de flexionar termos como deter e intervir, que costumam gerar confusão nas provas de redação e linguagens.
O docente aponta que o equívoco mais frequente ocorre porque ‘intervir’ não é derivado de ‘ver’. “Então é errado dizer ‘interviu’. Se o verbo é vir, você mantém o prefixo ‘inter’ e conjuga ‘eu venho’. Se é ‘eu venho’, então ‘eu intervenho’. Ele veio. O governo interveio. ‘Interviu’ não existe no padrão culto da língua. Então o correto é ‘os governos intervieram’, nada de interviram.”
Erros comuns na modalidade falada
A oralidade frequentemente introduz desvios na norma-padrão que os candidatos acabam repetindo nas provas escritas, exigindo atenção redobrada com estruturas complexas.
O especialista reforça o alerta sobre outro termo recorrente: “É muito comum na oralidade nós ouvirmos ‘ele deteu’, quando na realidade vai ser o quê? ‘Eu tenho’, [logo] ‘eu detenho’; ‘eu tive’, então ‘eu detive’.”
Domínio gramatical assegura melhor desempenho Compreender essas nuances gramaticais garante maior segurança na hora de elaborar textos dissertativos e responder às questões de linguagens e ciências humanas do exame.






