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Justiça proíbe empresário bolsonarista de financiar viagem para petistas

Dono de frigorífico e famoso na web: saiba quem é o empresário bolsonarista impedido pela Justiça de dar viagem a petistas no dia da Eleição

O empresário Leandro Batista da Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás e figura conhecida na internet com cerca de um milhão de seguidores, foi proibido pela Justiça de custear uma viagem para apoiadores do presidente Lula (PT) durante o período eleitoral. Conhecido por exibir posicionamentos políticos enfáticos nas redes sociais, o empreendedor iniciou sua trajetória empresarial aos 17 anos.

Estratégia de marketing e polêmicas

À frente do negócio, ele ganhou notoriedade ao comercializar cortes de carne estampados com os rostos de figuras da política internacional e nacional, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da Argentina, Javier Milei; o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a campanha de 2026, Leandro declarou apoio público a Flávio Bolsonaro e participou de um evento político com artistas sertanejos em Goiás.

O cartaz discriminatório

A trajetória do empresário é marcada por controvérsias que chamaram a atenção de órgãos de fiscalização. Uma delas ocorreu quando o estabelecimento exibiu um letreiro com os dizeres: “Petista aqui não é bem-vindo”. A denúncia formal foi apresentada pelo deputado estadual Mauro Rubem (PT), que apontou a conduta como uma prática discriminatória contra eleitores e simpatizantes do partido.

A partir disso, o Ministério Público do Estado de Goiás ajuizou uma ação civil pública coletiva. O magistrado responsável pelo caso destacou na decisão:

“Defiro o pedido de tutela provisória de urgência para determinar que a parte ré retire, em até 48 horas, qualquer comunicação, localizada em seu estabelecimento ou em suas redes sociais, relacionada ao acesso ou atendimento de pessoas, que contenha qualquer mensagem discriminatória por convicção político-partidária”

Embora a defesa tenha afirmado o cumprimento da ordem, a empresa enfrentou sanções financeiras. Em fevereiro, o frigorífico recebeu uma condenação de R$ 130 mil por discriminação, sendo R$ 30 mil destinados a danos morais coletivos e R$ 100 mil por descumprimento de determinações judiciais anteriores. O advogado Carlos Olivo informou que a defesa recorreu e aguarda o julgamento. Paralelamente, o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo ajuizou outra ação cobrando R$ 500 mil, mas a acusação foi julgada improcedente, segundo a defesa.

Distribuição de carne por helicóptero

Outro episódio que repercutiu nacionalmente envolveu o uso de uma aeronave para lançar pacotes de carne para moradores em Aparecida de Goiânia na véspera de Natal. A gravação mostrava uma multidão correndo por uma área de pasto enquanto o helicóptero sobrevoava o local, dividindo opiniões entre internautas.

Na época, a gestão da empresa justificou a dinâmica adotada, declarando:

“A organização tentou, por diversas vezes, estabelecer uma fila exclusiva para as crianças, visando proporcionar uma experiência segura e ordenada. Apesar dos esforços da equipe, infelizmente não houve colaboração por parte de alguns adultos, que não respeitaram a organização definida, gerando uma situação de risco”.

As restrições impostas pela Justiça agora limitam as ações de cunho político do empresário, enquanto os processos judiciais decorrentes de suas condutas anteriores continuam tramitando nas instâncias competentes.

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