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Flávio Bolsonaro descumpre ordem do STF e PF investiga fuga para a Argentina

Flávio Bolsonaro não entrega passaporte à PF e descumpre ordem de Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desacatou a determinação emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e deixou de entregar seu passaporte à Polícia Federal (PF) antes do prazo limite estipulado para as 11h desta terça-feira (27).

Investigação por lavagem de dinheiro e bets A determinação judicial foi expedida na noite do último domingo (25) no âmbito de um inquérito que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo empresas associadas ao advogado Willer Tomaz e ao mercado de apostas esportivas, as chamadas bets. Adicionalmente, o parlamentar é alvo de apurações distintas sobre possíveis irregularidades na captação de recursos para a produção do longa-metragem “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Contatos diplomáticos e alerta na fronteira Conforme apuração divulgada pelo blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, os agentes federais verificam a hipótese de o político ter deixado o território brasileiro, desrespeitando a restrição de saída imposta pela Corte. Um periódico argentino publicou durante a madrugada desta terça-feira (27) que o congressista teria cruzado a divisa em direção a Puerto Iguazú. Diante disso, órgãos de segurança do Brasil acionaram autoridades do país vizinho para checar eventuais registros migratórios, embora não haja, até o momento, confirmação oficial de entrada em solo argentino. A assessoria de imprensa do senador não retornou aos contatos da reportagem para comentar o caso.

Determinações do Supremo Tribunal Federal A ordem assinada por Moraes estabeleceu três restrições principais: a proibição absoluta de comunicação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz, o cancelamento imediato de todos os documentos de viagem brasileiros do investigado — incluindo o passaporte diplomático — e a obrigatoriedade de entregar, no intervalo de 24 horas, eventuais passaportes de outras nacionalidades que ele possua.

Defesa nega intenção de deixar o país Por meio de uma gravação publicada em seus perfis nas redes sociais, o parlamentar comentou que esteve com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), ocasião em que recebeu a intimação dos agentes federais.

“Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai. Como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E, quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou o senador, no vídeo.

“A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo, de 23/10, de que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, prosseguiu.

Por fim, o político garantiu que continuará atuando contra o atual governo e rechaçou qualquer tentativa de silenciamento.

“Não vamos permitir que isso aconteça. Não vão me calar. Não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil. Aconteça o que acontecer, não vamos desistir do nosso Brasil.”, concluiu.

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