O governo da Argentina informou nesta terça-feira (27) que o sistema de controle migratório do país não possui nenhum registro referente à chegada do senador Flávio Bolsonaro ao território argentino. A polêmica ganhou repercussão após a publicação de uma reportagem pelo portal argentino Infobae, que indicava a suposta presença do parlamentar brasileiro no país vizinho com destino final nos Estados Unidos.
Posicionamento oficial das autoridades
Procurada pela imprensa, a Direção Nacional de Imigrações do governo argentino foi direta ao esclarecer a situação: “Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país”. O órgão federal de controle migratório responde diretamente ao Ministério da Segurança Nacional da Argentina.
Na mesma direção, um representante da administração de Javier Milei desmentiu a informação para a agência internacional Bloomberg. Agentes da Polícia Federal lotados em Foz do Iguaçu também confirmaram a ausência de qualquer dado sobre a suposta travessia da fronteira pelo senador.
Detalhes sobre a aeronave citada
De acordo com as informações veiculadas pelo Infobae, o político teria atravessado a fronteira argentina portando apenas o documento de identidade. “De Puerto Iguazú, viajaria aos Estados Unidos a bordo de um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A”, detalhava a publicação original.
Dados da plataforma FlightRadar24 mostraram que o jato mencionado pousou em Puerto Iguazú vindo de Buenos Aires. Contudo, relatórios locais indicaram que a aeronave permaneceu estacionada aguardando trâmites, enquanto órgãos oficiais e a empresa responsável não retornaram os contatos da reportagem.
Investigações no Supremo Tribunal Federal
A controvérsia sobre a suposta viagem ocorre em meio a determinações judiciais desfavoráveis ao parlamentar. O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou no domingo (25) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus documentos de viagem.
A ordem do STF ocorre no âmbito de uma apuração que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, associando o senador e o advogado Willer Tomaz a transações ligadas a empresas de apostas e negócios do setor. Ambos negam qualquer tipo de sociedade comercial ou conduta ilícita, embora admitam a relação de amizade. Paralelamente, a Polícia Federal também investiga o senador por supostas irregularidades na produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.






