A reeleição do presidente Lula para o seu quarto mandato no último domingo (25) interrompeu momentaneamente a onda conservadora que vinha ganhando força na América do Sul, consolidando o Brasil como uma das principais exceções de esquerda no subcontinente.
Repercussão da imprensa internacional
A grande mídia dos Estados Unidos destacou o resultado do pleito brasileiro como um marco geopolítico regional. Veículos internacionais ressaltaram que o petista “freou o avanço da direita” e “manteve o Brasil à esquerda enquanto a América Latina vira à direita”.
Antes do triunfo do candidato do PT no Brasil, a região vinha registrando uma sequência de vitórias conservadoras nas urnas. Entre os episódios recentes, destacam-se a posse de Keiko Fujimori no Peru em julho, e a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia em junho.
Onda conservadora na região
O histórico recente de pleitos sul-americanos também incluiu as vitórias de José Antonio Kast no Chile em dezembro de 2025, de Rodrigo Paz na Bolívia em outubro de 2025, e a reeleição de Daniel Noboa no Equador em abril do mesmo ano.
Apesar das divergências ideológicas, parte desses líderes conservadores, como Santiago Peña do Paraguai e os recém-eleitos presidentes vizinhos, enviaram cumprimentos a Lula. A única exceção notável entre os governistas sul-americanos foi o argentino Javier Milei, que permaneceu em silêncio até o fechamento da apuração.
O cenário sob influência de washington
Todas essas disputas presidenciais recentes aconteceram sob a forte influência de Donald Trump, que reassumiu a Casa Branca em janeiro de 2025. O governo norte-americano manifestou apoio aberto ou velado a diversos candidatos da direita que triunfaram na região.
No âmbito doméstico, Lula (PT) garantiu a vitória com 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 48,21%. O pleito entrou para a história política do país por registrar a primeira virada de um candidato que havia terminado o primeiro turno na segunda colocação.






