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Tre-rj valida eleição de Douglas Ruas ao governo no primeiro turno

TRE-RJ declara vitória de Ruas ao governo do Rio no 1º turno

O colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) oficializou por unanimidade, durante sessão plenária realizada nesta quinta-feira (15), o resultado da retotalização de votos para o cargo de governador nas eleições de 2026, proclamando Douglas Ruas (PL) como vencedor logo no primeiro turno.

Impacto da retotalización de votos A cerimônia técnica que recontou os sufrágios ocorreu no último sábado (10), na sede do TRE-RJ localizada no Centro da capital fluminense. O procedimento foi exigido por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou o veto ao registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a anulação de 274.411 votos atribuídos a ele.

Com a alteração no cenário eleitoral, o percentual de Douglas Ruas subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos. Já Eduardo Paes registrou alta de 42,76% para 44,16%. Conforme a legislação eleitoral brasileira, a vitória no primeiro turno é garantida ao candidato que alcança a maioria absoluta dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

“Os votos computados demonstram que a chapa integrada por Dougla Ruas dos Santos e Fernanda Anchieta Louback foi eleita para os cargos de governador e vice-governadora, com 50,88%, sendo desnecessária a realização do segundo turno, nos termos do Art 2ª da Lei 9.504/97, por terem obtido a maioria absoluta dos votos válidos”, afirmou o magistrado

Imbróglio jurídico e a Lei da Ficha Limpa O impedimento da candidatura de Anthony Garotinho havia sido decretado inicialmente pelo TRE-RJ em 11 de setembro, motivado por uma condenação de improbidade administrativa fundamentada na Lei da Ficha Limpa, que estabelece inelegibilidade por oito anos. A sanção decorre de atos praticados na época em que Rosinha Matheus geria o estado e o ex-governador chefiava a Secretaria de Estado de Governo.

O cenário de instabilidade jurídica gerou dúvidas sobre a contagem dos sufrágios até a véspera do pleito. Em 4 de outubro, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, autorizou temporariamente a apuração dos votos de Garotinho até que ocorresse o julgamento definitivo do plenário da corte superior.

Definição final no plenário Em sessão realizada na quinta-feira (8), a maioria dos ministros do TSE votou pela invalidação total da votação do candidato do Republicanos. Durante os debates, o ministro Dias Toffoli sustentou o entendimento sobre a ilegitimidade do político.

“Para mim, esses votos são inexistentes. Aquele candidato não tinha condição de elegibilidade, não tinha direitos políticos”, declarou.

Apesar da decisão majoritária, houve divergência no plenário. Os ministros Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior votaram para preservar os votos obtidos pelo ex-governador, posicionamento que, se adotado, forçaria a disputa do segundo turno no estado do Rio de Janeiro.

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