Em uma virada histórica nas Eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e assegurou seu quarto mandato como presidente da República. O petista conquistou 64.256.232 votos, alcançando 51,79% dos votos válidos, enquanto seu oponente registrou 48,21%, o que representa 4.430.191 votos de diferença entre os dois concorrentes.
Dinâmica da contagem de votos Durante a apuração do segundo turno, a liderança da disputa alternou duas vezes. Nas primeiras parciais, Lula despontou com 58,59% dos votos válidos. Em seguida, Flávio Bolsonaro assumiu a ponta quando aproximadamente 13% das urnas foram computadas, mantendo-se na frente até a metade da contagem.
Posteriormente, o candidato do PT recuperou a primeira posição e ampliou a margem até o encerramento. Esse comportamento repetiu o padrão observado no primeiro turno — etapa em que Flávio havia encerrado na frente com 47% contra 45,2% de Lula —, no qual o petista costumava apresentar crescimento na reta final devido à apuração de zonas do Nordeste e do interior.
Expansão geográfica e comportamento do eleitorado O avanço de Lula ocorreu de forma capilarizada, refletindo-se em um saldo positivo de votos em 5.410 das 5.570 cidades do país e em todas as 27 unidades federativas. O candidato intensificou sua hegemonia no Nordeste, diminuiu a desvantagem em praças estratégicas como São Paulo e Rio de Janeiro, e triunfou em Minas Gerais, único estado que alterou sua preferência partidária entre os turnos.
Menor índice de abstenção e votos inválidos Além da reviravolta na contagem, o pleito foi marcado por uma redução expressiva nos índices de rejeição institucional. O segundo turno registrou a menor taxa de votos brancos e nulos desde o ano de 1989, demonstrando maior engajamento do eleitorado na decisão final para o cargo máximo do Executivo federal.






