O senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou neste domingo, 25, que vai pedir o afastamento do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento do parlamentar ocorreu após uma decisão do magistrado que alterou o horário de encerramento do pleito no país.
Decisão sobre o segundo turno A controvérsia começou quando Cristiano Zanin determinou a prorrogação da votação do segundo turno em todo o território nacional por mais duas horas, estendendo o prazo até as 19 horas, horário de Brasília. O encerramento estava previsto inicialmente para as 17 horas.
A medida atendeu a um pedido formalizado pela Federação Brasil da Esperança, coligação que reúne o PT, o PC do B e o PV. A solicitação foi justificada por uma suposta redução na frota de ônibus no estado da Bahia, fator que, segundo a legenda, teria prejudicado a chegada dos cidadãos aos locais de votação.
Reações e acusações nas redes sociais Por meio de publicações em suas redes sociais, o representante do Rio Grande do Sul criticou duramente a medida adotada pelo ministro e ex-advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Protocolarei impeachment de Zanin por atuação desidiosa!”, escreveu Van Hattem. “Decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado”, criticou o senador eleito.
“Além disso, com claro indício de suspeição pois Zanin foi advogado pessoal do Lula antes de ser ministro. E quem pediu a prorrogação foi a coligação do próprio Lula!”, completou Van Hattem.
Em outras postagens, o senador continuou as críticas e afirmou que a medida representou “dar um golpe nas eleições determinando votação por mais duas horas”. Ele também cobrou uma atitude do Tribunal Superior Eleitoral. “Kassio Nunes, do TSE terá de enquadrá-lo imediatamente”, escreveu.
“Os caras roubam em eleição de DCE. Achavam que não iriam tentar apatifar uma eleição presidencial onde tudo está em jogo?”, questionou Van Hattem.
Tramitação no Congresso Marcel Van Hattem garantiu sua vaga no Senado Federal em 4 de outubro, após alcançar 3.449.053 votos, o que representou 30,08% dos votos válidos no estado do Rio Grande do Sul. Pela Constituição brasileira, compete exclusivamente ao Senado Federal a análise e o julgamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.






