A deputada federal e senadora eleita Carol De Toni (PL-SC) planeja conduzir no Senado uma pauta voltada à revisão do pacto federativo, ao corte de despesas do governo e a alterações na reforma tributária. Em entrevista, a congressista apontou que o volume de verbas que retorna para Santa Catarina é escasso e destacou a redistribuição de aportes da União como foco central de sua atuação parlamentar a partir de 2027.
Justiça fiscal para Santa Catarina
Eleita com mais de 2,6 milhões de votos, marca que estabeleceu um recorde no Estado, a futura senadora argumentou que a expressiva arrecadação catarinense não encontra equivalência nos repasses federais. Segundo os dados apontados, apenas 10% do montante enviado a Brasília volta em forma de investimentos para a região.
Essa demanda por recursos foi conectada diretamente às urgências de infraestrutura, com críticas severas ao atraso na duplicação das estradas que conectam o oeste catarinense ao litoral.
“Não tem nenhuma BR que corta o Estado de fora a fora que seja duplicada”, relatou. “Então, isso é uma vergonha. Uma vergonha, considerando o que nós somos, o que nós representamos. A questão do pacto federativo, que é essa justiça fiscal com Santa Catarina, é a pauta número um que o catarinense espera de mim enquanto representante catarinense.”, declarou.
Corte de gastos e máquina pública
Além da cobrança por investimentos estaduais, a agenda legislativa prevê o enxugamento da máquina estatal. De Toni declarou que pretende respaldar uma reforma administrativa em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL), com a meta de diminuir os custos operacionais do Estado para viabilizar alívio fiscal aos contribuintes.
“O Brasil gasta demais”, destacou. “O povo brasileiro merece mais respeito, menos imposto. Então, a gente tem que fazer uma reforma administrativa, gastar menos, para daí fazer uma reforma tributária que efetivamente reduza tributos.”
Revisão tributária e alíquota do IVA
A parlamentar também colocou na mira as mudanças nas regras de tributação aprovadas pelo Congresso Nacional. Opositosa ao formato atual, ela manifestou preocupação com a projeção de uma taxa elevada para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e sustentou que a unificação dos tributos precisa vir acompanhada de desoneração real.
“Nós temos que rever toda essa reforma tributária”, defendeu. “Eu votei contra porque eu já sabia que, vindo do PT, ia ser ruim para o país, não ia ser bom.”
A ofensiva política da futura senadora sintetiza as demandas do eleitorado catarinense por maior autonomia financeira e menor interferência estatal na economia nacional.






