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Câmara discute novas regras para declaração de bens de servidores

Câmara avalia ampliar exigências para agentes públicos declararem bens

Um novo projeto em tramitação na Câmara dos Deputados pretende endurecer as exigências relacionadas à entrega da declaração de bens e valores por parte de servidores e autoridades. A medida busca atualizar as regras vigentes na Lei 8.730 de 1993 e também na Lei de Improbidade Administrativa, modernizando o controle sobre o patrimônio estatal.

Novas exigências patrimoniais

De acordo com o texto, os agentes públicos precisarão detalhar participações societárias, sejam elas diretas ou indiretas, tanto no território nacional quanto no exterior. A medida ainda determina a inclusão de laços econômicos e posses divididas com parceiros ou dependentes que possam sugerir eventuais conflitos de interesses.

Para o deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), autor da iniciativa, “o modelo vigente, centrado na declaração formal de bens, revela-se insuficiente para capturar a complexidade das estruturas patrimoniais contemporâneas”.

Segurança e regras de punição

A iniciativa estabelece que a omissão proposital de dados relevantes ou a falsificação de informações será tratada como ato de improbidade administrativa, desde que o objetivo seja esconder conflitos de interesse ou atrapalhar a fiscalização da evolução financeira.

Por outro lado, a norma pontua que a punição exigirá dolo específico, poupando falhas formais, equívocos materiais simples ou esquecimentos sem impacto para a fiscalização. Além disso, a divulgação pública dos dados seguirá as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, resguardando informações sensíveis ligadas à integridade física do servidor.

Tramitação no Congresso

A proposta seguirá para análise em caráter conclusivo nas comissões de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que o texto entre em vigor, ele precisará passar pelo crivo definitivo da Câmara dos Deputados e também do Senado Federal.

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