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Herança econômica de Lula será pior que a de Dilma, aponta economista

Herança de Lula será pior que a de Dilma, diz Gabriel Leal de Barros

O próximo presidente da República assumirá o comando do país com um cenário macroeconômico severamente comprometido, superando em gravidade o legado deixado pela ex-presidente Dilma Rousseff, cujo mandato terminou na maior crise da história nacional. O alerta é de Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da ARX Investimentos e ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

Erros na condução da política econômica Em entrevista recente, o especialista destacou que a gestão atual adotou práticas questionáveis para contornar limitações orçamentárias. Segundo ele, o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva acumulou falhas administrativas e utilizou artifícios sem controle para contornar as próprias diretrizes fiscais estabelecidas em 2023.

A fragilidade do arcabouço fiscal e o avanço da dívida O arcabouço criado pelo próprio governo nasceu com inconsistências matemáticas estruturais, incapazes de frear o ritmo de despesas obrigatórias como previdência, saúde e educação. A dívida pública disparou, ultrapassando a marca de R$ 11 trilhões e alcançando 82,9% do PIB em agosto, o que exigirá um esforço colossal de ajuste a partir do próximo ano.

Reformas estruturais e corte de gastos Para reverter o quadro, Barros aponta a necessidade urgente de mudanças profundas no setor público. Entre as prioridades estão a reestruturação da carreira pública, a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) — atualmente atrelado ao salário mínimo — e a unificação de programas sociais para eliminar sobreposições de pagamentos.

Perspectivas sombrias para 2027 Diante do esgotamento dos estímulos artificiais injetados na economia, o país caminha para uma forte desaceleração. A projeção aponta para o risco concreto de uma recessão técnica, com trimestres de Produto Interno Bruto negativo, tornando o desafio da equipe econômica ainda mais complexo do que o enfrentado no período pós-Dilma.

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