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A nova estratégia de Putin para tornar a vida insustentável na Ucrânia

'Não há regras': a nova estratégia de Putin que pretende impossibilitar a vida nas cidades ucranianas

A capital ucraniana, Kiev, transformou-se em uma zona tão perigosa quanto as regiões de combate na linha de frente, invertendo a dinâmica em que familiares ligavam para saber se os soldados estavam seguros. A Rússia intensificou drasticamente os ataques com drones e mísseis contra centros urbanos, atingindo infraestruturas civis como escolas, hospitais, redes de transporte e centros comerciais.

Escalada dos bombardeios e alvos civis Entre janeiro e agosto, os ataques russos resultaram em 15.280 civis mortos ou feridos, representando um aumento de 55% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O ministro da Defesa da Rússia alega que os locais atingidos abrigavam instalações militares, mas autoridades ucranianas e analistas internacionais apontam para uma ofensiva deliberada contra a população civil, incluindo o uso de novas classes de drones a jato mais difíceis de interceptar.

“O inimigo não reduziu a produção de nenhum tipo de míssil, nem esgotou seus estoques. Pelo contrário, ele está aumentando sua quantidade”, afirmou o analista militar Oleksandr Kovalenko.

Impacto econômico e a chegada do inverno Os bombardeios frequentes forçam o fechamento de empresas e o recolhimento da população em abrigos durante a hora do rush, gerando prejuízos bilionários e dificultando a arrecadação de impostos pelo governo ucraniano. Com a aproximação do inverno rigoroso, a estratégia russa busca paralisar os serviços essenciais e esgotar os estoques de munição dos sistemas de defesa Patriot.

“Se as pessoas estiverem em um bunker, os negócios ficam parados”, explicou Oleksandr Kravchenko.

Pressão psicológica e perspectivas do conflito Diante da estagnação das tropas russas em terra, a ofensiva aérea funciona como uma ferramenta de pressão política para abalar a moral da sociedade e forçar uma capitulação. Analistas apontam que a intensificação dos ataques reflete a tentativa de Moscou de demonstrar força, enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas e o desgaste prolongado do conflito.

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