O cenário eleitoral para a disputa presidencial de 2026 apresenta um empate técnico na taxa de rejeição entre o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta uma pesquisa do instituto Gerp publicada nesta sexta-feira (16).
Análise comparativa das taxas de rejeição De acordo com os dados coletados, 49% dos eleitores consultados declaram que não votariam de jeito nenhum no petista em um eventual segundo turno. Por outro lado, o parlamentar acumula 46% de recusa pelo eleitorado. Como a diferença entre os dois nomes é de apenas três pontos percentuais, o instituto aponta que eles estão tecnicamente empatados.
A amostragem também mapeou outros posicionamentos: 3% dos participantes não souberam responder, 1% disse que recusaria ambos os nomes e 1% votaria em qualquer alternativa apresentada.
Evolução temporal e cortes anteriores Em comparação com a sondagem prévia publicada em 12 de outubro, a resistência ao nome de Lula apresentou recuo, indo de 53% para os atuais 49%. Em sentido oposto, a reprovação ao senador cresceu, passando de 42% para 46%. Essa movimentação fez a distância entre os dois cair expressivamente de 11 para três pontos percentuais.
Historicamente, o presidente obteve patamares de rejeição mais altos do que o adversário nas 12 rodadas de pesquisas conduzidas pela Gerp desde o mês de junho. Contudo, os especialistas do instituto ponderam que os números anteriores ao pleito inicial não permitem comparações diretas, visto que a formulação da pergunta permitia a escolha múltipla de candidatos.
Recorte demográfico por gênero, faixa etária e renda O estudo detalha como a reprovação aos nomes se distribui conforme as características da população. No público masculino, Lula tem 57% de rejeição contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre as eleitoras, o panorama se inverte: o senador alcança 53% de recusa, enquanto o presidente registra 42%.
No quesito etário, o petista pontua 55% de rejeição na faixa de 35 a 44 anos, frente aos 41% do rival. Já entre os cidadãos com idade entre 45 e 59 anos, o parlamentar lidera a rejeição com 51%, ao passo que o atual mandatário aparece com 45%.
As disparidades também aparecem na estratificação financeira. Entre os brasileiros com renda familiar mensal de até um salário mínimo, Flávio Bolsonaro acumula 54% de rejeição — valor mencionado no texto —, enquanto Lula fica com 31%. Na faixa salarial de dois a cinco salários mínimos, a situação se altera: o presidente é rejeitado por 59% e o senador por 35%.
Parâmetros metodológicos do levantamento Para a realização deste estudo, a Gerp Mercadologia consultou 2.400 cidadãos em território nacional entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, utilizando o método de ligações telefônicas. O grau de confiança estabelecido é de 95,55%, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento foi executado com aporte financeiro próprio da instituição de pesquisa e encontra-se devidamente protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-05187/2026.






