A violência urbana é apontada por 43% dos eleitores como a questão mais grave enfrentada pelo país, de acordo com dados de uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16). O levantamento questionou a população sobre os três principais desafios nacionais capazes de influenciar diretamente o voto para a próxima presidência da República, colocando a segurança pública no topo das apreensões populares, logo antes de tópicos ligados à saúde pública.
Saúde e tributos no radar
A escassez de unidades de atendimento surge na segunda posição, lembrada por 22% dos participantes, logo seguida pela carência de profissionais da medicina, apontada por 21%. De acordo com a metodologia do instituto, esses dois índices apresentam empate técnico. Logo após vêm os impostos elevados, com 17%, além da corrupção e do ensino público, ambos alcançando 16%. O alto custo de vida somou 9% das preferências, enquanto o desemprego registrou 8%.
Outros gargalos citados englobam a carência de colégios (7%), a ausência de capacitação profissional (2%), o consumo de entorpecentes (2%) e a população em situação de rua (1%). Como era permitido escolher até três opções, o somatório das porcentagens ultrapassa 100%. Além disso, 14% dos consultados não souberam ou preferiram não opinar.
Evolução histórica e quedas
A segurança pública permanece no topo do ranking em todas as 12 avaliações conduzidas pela Gerp desde junho. Na primeira rodada, em 5 de junho, o índice alcançou 56%, variando para 41% em 12 de outubro e atingindo 43% na edição atual. Em contrapartida, a corrupção despencou de 42% no meio do ano para 16% na medição mais recente, configurando uma retração de 26 pontos percentuais no período.
No mesmo recorte temporal, a escassez de hospitais subiu de 18% para 22%, e a falta de clínicos oscilou de 20% para 21%. A rejeição à alta carga tributária cresceu de 12% para 17%.
Diferenças demográficas
Quando os dados são segmentados por gênero, nota-se que 49% dos homens destacam a criminalidade como prioridade, frente a 39% entre as mulheres. Por outro lado, as questões médicas preocupam mais o público feminino: a escassez de hospitais e de profissionais é mencionada por 24% das mulheres, comparado a 20% e 17% entre os homens, respectivamente.
Os tributos excessivos preocupam 21% do público masculino e 14% do feminino, com destaque para a faixa etária entre 16 e 24 anos, onde a apreensão com os impostos alcança 29%.
Metodologia do levantamento
O estudo da Gerp Mercadologia consultou 2.400 cidadãos aptos a votar em território nacional entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, utilizando ligações telefônicas. O grau de confiabilidade é de 95,55%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A apuração foi custeada com verbas próprias da entidade e encontra-se devidamente protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-05187/2026.






