Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (16) aponta o cenário para um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026, colocando frente a frente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Metodologia e margem de erro A sondagem da Gerp Mercadologia escutou 2.400 pessoas em território nacional entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, utilizando ligações telefônicas. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, e o grau de confiança é de 95,55%. O projeto foi financiado com capital próprio da instituição e consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-05187/2026.
Cenário estimulado e votos válidos Na modalidade estimulada, quando os nomes são revelados aos participantes, o parlamentar soma 50% das intenções de voto contra 45% do atual chefe do Executivo. A distância de cinco pontos percentuais é apontada como estatisticamente relevante pela empresa. Outros 3% não souberam ou preferiram não opinar, ao passo que 2% declararam rejeição a ambos.
Comparando com o levantamento anterior, datado de 12 de outubro, o representante do PL recuou de 53% para 50%, enquanto o petista oscilou positivamente de 44% para 45%, estreitando a vantagem. Já no cálculo dos votos válidos — que descarta brancos, nulos e indecisos —, o senador pontua 52%, frente a 48% do adversário, configurando uma diferença de quatro pontos.
Segmentação demográfica do eleitorado O estudo detalha ainda o comportamento do eleitorado conforme gênero, faixa etária e rendimento. Entre os homens, o candidato liberal atinge 58%, ante 38% do petista. No público feminino, ocorre o inverso: o presidente detém 52%, enquanto o parlamentar marca 42%.
No recorte gerencial por idade, Flávio Bolsonaro se destaca na faixa dos 35 aos 44 anos com 56%, contra 41% de Lula. Por outro lado, o atual mandatário lidera entre os eleitores com 60 anos ou mais, alcançando 51%, enquanto o opositor fica com 47%.
No quesito financeiro, os extremos ficam evidentes. Cidadãos com rendimento familiar de até um salário mínimo destinam 66% das preferências ao petista e 28% ao senador. Na faixa de dois a cinco salários mínimos, a situação se inverte: o representante do PL chega a 61%, e o presidente obtém 34%.
Panorama regional e definição do eleitor Geograficamente, considerando os votos válidos, o parlamentar leva vantagem no Sul (67% a 33%), Centro-Oeste (66% a 34%), Norte (61% a 39%) e Sudeste (55% a 45%). O atual chefe de Estado domina o Nordeste, registrando 65% contra 35% do rival. Todas essas variações regionais são consideradas significativas estatisticamente.
Por fim, o estudo investigou a solidez da escolha dos eleitores. Do total que apontou um preferido, 97% garantem que a decisão é definitiva, e apenas 2% admitem a possibilidade de alteração, com 1% sem resposta. Entre os apoiadores do senador, a fidelidade declarada chega a 98%, ao passo que no grupo do presidente o índice é de 97%.






