O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (16.out.2026) que o fim da escala de trabalho 6×1 representa uma grande vitória para a classe trabalhadora nacional. A manifestação ocorreu após a solenidade de promulgação da PEC 221 de 2019, que extingue o regime de seis dias de labor por um de folga, e da PEC 14 de 2021, focada na aposentadoria especial de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Impacto e mobilização popular
O chefe do Executivo ressaltou que a mobilização da sociedade foi determinante para o desfecho das pautas no parlamento.
“O que está provado é que, quando a gente se organiza e quando a sociedade vai para a rua e exige, a gente conquista. O que está acontecendo hoje é uma conquista do povo brasileiro, que foi aceita pelo governo e pelo Congresso Nacional”, afirmou.
Em relação à nova rotina laboral, o mandatário pontuou:
“Hoje é um dia muito importante para o povo brasileiro. Acho que o fim da escala 6 x 1 e a conquista de 2 dias de descanso vão favorecer muito o trabalhador deste país”, declarou.
Autoridades presentes no evento
A solenidade contou com figuras centrais do poder legislativo, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Prazos de transição da jornada
Com a promulgação oficial das emendas constitucionais, os prazos para adaptação começam a correr. O cronograma da jornada semanal prevê uma redução em etapas:
– 60 dias após a publicação, o limite cai de 44 para 42 horas semanais, garantindo dois dias de folga remunerada. – 14 meses após a publicação, o teto definitivo de 40 horas semanais entra em vigor.
O aval do Senado para a PEC da escala 6×1 ocorreu em 14 de outubro, preservando integralmente o teor aprovado anteriormente pela Câmara no mês de maio.
Contexto político e eleitoral
A assinatura das medidas acontece a apenas nove dias do segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 25 de outubro. A extinção da escala 6×1 consolidou-se como um dos pilares da campanha de reeleição de Lula na disputa direta contra Flávio Bolsonaro (PL).






