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Camilo Santana acusa Meta de interferência em disputa eleitoral

Camilo Santana critica Meta e fala sobre ‘interferência externa’ nas eleições

O senador Camilo Santana (PT-CE), importante porta-voz da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontou nesta semana uma suposta “interferência externa” da Meta nas eleições brasileiras. As críticas à dona do Facebook, Instagram e WhatsApp ocorrem em meio a recentes decisões da Justiça Eleitoral.

Decisão do TSE contra a Meta

Segundo o parlamentar, a determinação emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira (15) “confirma tudo aquilo que a gente vem denunciando com relação à interferência da Meta nas eleições no Brasil”. A ordem foi assinada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, atendendo parcialmente a um pleito da coligação governista.

Com a medida cautelar, a gigante tecnológica está impedida de restringir a distribuição de materiais políticos voltados à Presidência. Além disso, a empresa não pode beneficiar nenhuma candidatura específica por meio da inteligência artificial Meta AI.

Regras para anúncios e contas do exterior

A determinação judicial também veda a veiculação de publicidade com teor político-eleitoral no país que não tenha sido formalmente contratada pelas legendas, coligações ou federações que disputam o segundo turno. A restrição atinge principalmente campanhas geridas ou financiadas por perfis estrangeiros.

Diante do cenário de empate técnico apontado pelos levantamentos de intenção de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), o senador destacou a relevância das plataformas digitais e cobrou o respeito à ordem da Justiça.

“Queremos somar e reverberar que não aceitamos interferência externa que gere desequilíbrio eleitoral em uma eleição tão apertada. Todas as pesquisas dão empate técnico entre os dois candidatos. Esperamos que a Meta cumpra a decisão do TSE e dê transparência”, afirmou.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que “é muito preocupante, no mundo democrático, a Meta interferir nas eleições”.

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