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GSI e Polícia Federal descumpriram ordem judicial em ato de Lula

GSI e Polícia Federal desacataram ordem judicial para favorecer ato de Lula em SP, diz PM

Agentes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e da Polícia Federal teriam desacatado uma ordem da Justiça Eleitoral durante um ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em 3 de outubro, na Avenida Paulista, na véspera do primeiro turno das eleições.

Confronto com restrições do TRE-SP

Segundo um relatório oficial da Polícia Militar, militares ligados ao GSI instalaram grades para bloquear faixas da avenida, enquanto uma viatura da PF foi posicionada diante de um caminhão de som, impedindo seu deslocamento. O documento também relata que agentes federais resistiram às orientações dos policiais paulistas e seguiram determinações de integrantes do Partido dos Trabalhadores.

As condutas teriam contrariado uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que autorizou a manifestação de apoio a Lula e a Fernando Haddad, mas impôs restrições ao bloqueio das vias para garantir a circulação de veículos e os trabalhos da Justiça Eleitoral.

Exigências de ex-integrante do GSI

O relatório aponta a atuação do coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal Rogério Brito de Miranda, ex-integrante do GSI contratado pela campanha presidencial do PT. Segundo o documento, ele teria exigido o fechamento da Paulista e tentado impor as determinações do órgão federal à PM paulista.

Em 1º de outubro, a juíza Maria Cláudia Bedotti concedeu parcialmente uma liminar à coligação Desperta São Paulo, formada por partidos de esquerda, incluindo PT, PSB, PDT e PSOL. A magistrada autorizou a manifestação, prevista para ocorrer entre 10h e 13h, mas estabeleceu condições para preservar a circulação na Avenida Paulista, na Rua Augusta e nos acessos, proibindo estruturas que comprometessem o transporte de urnas eletrônicas e servidores.

Reunião de planejamento e bloqueios antecipados

Os primeiros conflitos ocorreram em 2 de outubro, durante uma reunião de planejamento no 8º Batalhão de Polícia do Exército. Na ocasião, o coronel Rogério Brito de Miranda exigiu o fechamento imediato da Avenida Paulista e afirmou que a segurança estava sob responsabilidade do GSI. O relatório destaca que o militar já não integrava o GSI desde agosto de 2026, atuando na campanha petista.

Na manhã de 3 de outubro, por volta das 9h, policiais militares encontraram integrantes do GSI instalando grades para bloquear duas faixas da via. Um militar identificado como major Eliezer informou que faria o fechamento e orientou o oficial da PM a procurar um comandante chamado Sobral ou o coronel Miranda, insistindo na interdição apesar da decisão judicial contrária.

Hostilidades e relatório encaminhado

A atuação da Polícia Federal também foi questionada devido ao posicionamento de uma viatura diante de um caminhão de som, gerando resistência à retirada dos veículos. O documento relata episódios de hostilidade contra os militares por parte da organização, registrando que um coordenador da campanha reagiu à ordem de deslocamento com a expressão “Descer o caralho”.

O relatório completo foi encaminhado, por meio da cadeia de comando da Polícia Militar, ao TRE-SP para conhecimento e adoção das providências cabíveis diante do possível descumprimento da decisão judicial.

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