A confirmação do triunfo de Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro consolidou uma marca inédita nas eleições de 2026, elevando para 21 o total de governadores escolhidos logo no primeiro turno em todo o território nacional.
Nova marca supera 2010 O resultado fluminense veio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), o que levou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a declarar a vitória de Ruas com 4.271.199 votos, totalizando 50,88% dos sufrágios válidos na retotalização realizada no sábado (10). Com essa definição, a quantidade atual supera em três o recorde anterior de 2010, quando 18 chefes estaduais haviam sido decididos na etapa inicial.
Desempenho por legendas No panorama partidário nacional, o PL lidera o número de cadeiras conquistadas na fase inicial com seis governos estaduais, seguido pelo PSD, que garantiu quatro, e pelo PT, com três. Outras siglas também pontuaram: MDB, Republicanos e Progressistas (PP) ficaram com duas vitórias cada, enquanto o PSDB e o Podemos asseguraram um comando estadual cada.
Destaques em percentual e volume Entre as maiores taxas de aprovação nas urnas, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, registrou o índice mais elevado ao alcançar 70,9% dos votos válidos. Na sequência aparecem Arthur Henrique (PL), de Roraima, com 69,13%, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, que obteve 68,98%. Em termos de quantidade absoluta de eleitores, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobressaiu ao somar mais de 14 milhões de apoios em São Paulo, estado que concentra o maior eleitorado brasileiro.
Cidades e estados que disputam o segundo turno Enquanto a maioria das unidades federativas já definiu seus governantes, cinco estados — Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins — além do Distrito Federal ainda passarão pela votação decisiva do segundo turno, agendada para o dia 25 de outubro.
Panorama dos vencedores na primeira etapa A relação completa dos chefes estaduais definidos sem necessidade de nova rodada inclui:
– Amapá: Dr. Furlan (PSD) com 62,75% – Alagoas: JHC (PSDB) com 52,20% – Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT) com 55,19% – Ceará: Elmano de Freitas (PT) com 53,19% – Goiás: Daniel Vilela (MDB) com 59,17% – Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 55,34% – Maranhão: Eduardo Braide (PSD) com 56,86% – Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (Progressistas) com 67,07% – Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos) com 60,77% – Paraná: Sergio Moro (PL) com 50,10% – Pernambuco: Raquel Lyra (PSD) com 53,27% – Pará: Dr. Daniel (Podemos) com 51,36% – Paraíba: Lucas Ribeiro (Progressistas) com 64,30% – Piauí: Rafael Fonteles (PT) com 70,90% – Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL) com 50,88% – Roraima: Arthur Henrique (PL) com 69,13% – Rondônia: Marcos Rogério (PL) com 56,86% – Rio Grande do Sul: Zucco (PL) com 58,05% – Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD) com 59,27% – Santa Catarina: Jorginho Mello (PL) com 68,98% – São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 62,65%
Com o encerramento da apuração em grande parte do país, o cenário político estadual para o próximo mandato demonstra ampla pulverização entre as principais legendas partidárias e define antecipadamente a governabilidade em mais de dois terços das unidades da Federação.






