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Reis da Espanha visitam enclave em meio a crise migratória

Reis da Espanha são recebidos com festa por multidão em Ceuta

Uma multidão eufórica recebeu o rei Felipe e a rainha Letizia da Espanha em Ceuta nesta terça-feira (13). Milhares de moradores tomaram as ruas com bandeiras nacionais e gritos de apoio para celebrar a primeira passagem dos monarcas pelo enclave norte-africano desde a ascensão ao trono em 2014.

Agenda oficial na fronteira

Após o desembarque, os soberanos seguiram para a sede do governo local, onde se encontraram com autoridades. A programação incluiu ainda uma passagem por uma escola que abriga tradicionalmente as comunidades católica, muçulmana, judaica e hindu. O casal real também visitou o cemitério de Sidi Embarek para prestar homenagens às mais de 100 vítimas fatais registradas durante a recente entrada em massa de migrantes no final de julho. O roteiro na região se encerra nesta quarta-feira (14) com a ida a Melilla.

Contexto geopolítico

A viagem ocorre em um momento delicado, marcado por acampamentos provisórios e pela chegada de milhares de marroquinos que atravessaram a fronteira terrestre. “Estávamos esperando a visita há muito tempo. Significa muito porque é um apoio para que o vizinho ao lado, o Marrocos, não fique sempre com essa intenção de que Ceuta e Melilla são do Marrocos”, afirmou à AFP Toñi Jiménez, auxiliar de enfermagem de 56 anos.

Limpeza das praias

Dias antes da chegada da realeza, forças de segurança espanholas desmantelaram o último acampamento irregular de imigrantes localizado na praia de Guano. A operação de remoção começou por volta das 7h, com a abordagem aos ocupantes e o encaminhamento de todos para um Centro de Assistência Temporária a Estrangeiros (CATE). Em seguida, equipes de limpeza recolheram barracas, colchões e diversos objetos deixados no local.

Desafios estruturais

A pressão migratória na região se intensificou após a chegada de mais de 70 mil pessoas em julho. Embora muitos tenham voltado ao território marroquino, estimativas apontam que 13 mil permanecem na cidade, que possui apenas 18,5 km² e cerca de 80 mil habitantes. A gestão central agora tenta acelerar a identificação dos estrangeiros e o processamento de pedidos de asilo, enquanto busca soluções para a tutela de menores desacompanhados.

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