O papa Leão XIV foi internado na manhã desta terça-feira (13) no hospital Gemelli, em Roma, para se submeter a uma cirurgia de retirada de um nódulo no pulmão. O procedimento foi agendado após o próprio pontífice surpreender os fiéis no domingo (11) ao anunciar o diagnóstico durante a oração na Praça de São Pedro.
Repercussão no alto escalão do Vaticano O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Piero Parolin, afirmou nesta terça-feira (13) que está “preocupado” com a cirurgia do papa Leão XIV “porque não se esperava uma coisa dessas”, mas que o pontífice está “sereno”.
Em declarações à imprensa italiana, Parolin classificou a descoberta da massa densa como “um raio em céu azul”, destacando que o líder católico costuma manter uma rotina de atividades físicas que inclui natação e partidas de tênis. O cardeal ainda relatou ter conversado com o papa na tarde anterior para prestar solidariedade. “Conversamos com muita serenidade. O Santo Padre é realmente um grande exemplo nesse sentido. (…) Todos ficamos impressados”, afirmou.
Detalhes da saúde do pontífice Aos 71 anos, o papa não possui registros de outras complicações médicas graves. A Santa Sé informou que o tumor está “bem controlado e em estágio inicial”, embora a equipe médica ainda não tenha especificado se o tecido extirpado é benigno ou maligno.
No último domingo, o próprio pontífice explicou a situação aos fiéis presentes no Vaticano: “Queridos amigos, durante alguns exames médicos recentes, os médicos encontraram um nódulo localizado em meu pulmão. Ele foi detectado em um estágio muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram a cirurgia adequada. Seguindo a orientação deles, decidi, portanto, submeter-me a uma operação para removê-lo. A cirurgia já está agendada para os próximos dias. Agradeço pela proximidade espiritual de vocês e confio-me às suas orações”.
Impacto na agenda oficial e viagens Por recomendação médica, a agenda de compromissos públicos do papa foi cancelada até o dia 20 de outubro. Segundo o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, a previsão é de que a recuperação pós-operatória exija cerca de uma semana, período em que o pontífice deverá despachar diretamente do ambiente hospitalar.
A principal incerteza no momento envolve a viagem pastoral planejada para o início de novembro, que prevê passagens por Peru, Uruguai e Argentina. Até o momento, a cúria romana não confirmou se o roteiro internacional será mantido ou adiado devido à intervenção cirúrgica.






