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Eleições 2026: reta final tem estratégia de rua e foco no Sudeste

Reta final do 2º turno: Lula aposta em medidas populares para virar, e Flávio quer reforçar que manterá programas sociais

Às vésperas do segundo turno das eleições marcado para o próximo domingo (25), as equipes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em debates televisivos e atos públicos. A prioridade absoluta são os estados da região Sudeste, que concentram os maiores colégios eleitorais brasileiros e são vistos como decisivos para a vitória na reta final da disputa.

Cenário de empate técnico nas pesquisas

Os levantamentos de intenção de voto mais recentes apontam um cenário de forte acirramento na corrida presidencial. A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (15) colocou Flávio com 47% e Lula com 45%, enquanto o levantamento da Quaest na quarta-feira (14) registrou 46% para o candidato do PL contra 44% do petista, ambos configurando empate técnico.

Diante desse panorama, o grupo político do atual presidente trabalha com a convicção de que há margem para alcançar uma virada histórica. Por outro lado, os partidários do senador do PL mantêm a confiança no triunfo, mas admitem publicamente a urgência de ampliar a mobilização popular para blindar a vantagem construída desde o primeiro turno.

Estratégia do PL contra ataques e fake news

No QG da campanha de Flávio Bolsonaro, a ordem é endurecer as respostas aos ataques desferidos pelo adversário e aproveitar trechos dos confrontos diretos na televisão. O último debate está agendado para sexta-feira (23) na TV Globo. Os aliados buscam desmentir acusações sobre um suposto corte em benefícios sociais caso o parlamentar seja eleito, destacando que o plano de governo preserva os programas de transferência de renda.

A equipe do candidato liberal avalia que uma postura mais propositiva ajudará a atrair o eleitorado moderado e desideologizado. Para isso, a militância planeja eventos de peso, como a presença do senador ao lado de Nikolas Ferreira (PL-MG) em manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, e em Belo Horizonte, além de incursões estratégicas pelo Nordeste.

O impacto da jornada 6×1 na disputa

Um dos temas centrais da reta final envolve a Proposta de Emenda à Constituição sobre o fim da escala 6×1, promulgada pelo Congresso na sexta-feira (16) após aval do Senado. A pauta ganhou força após o presidente terminar a etapa inicial atrás por cerca de 2,2 milhões de votos. Com ampla aprovação popular medida em 61% pela Quaest, a pauta foi impulsionada pelo governo.

Como Flávio Bolsonaro alterou seu voto e passou a apoiar a iniciativa, a campanha petista aproveitou para classificar a mudança como oportunismo político. O debate em torno do tema ampliou o espaço para a discussão de propostas concretas na mídia.

A fórmula do PT: debate e caminhada nas ruas

Entre os petistas, a palavra de ordem para os dias derradeiros resume-se a “debate e rua”. Integrantes do partido confirmaram que a estratégia visa manter o ritmo intenso de viagens do chefe do Executivo, priorizando o Sudeste e culminando em um grande ato público na Avenida Paulista no sábado (24).

Nos estúdios de televisão, a aposta governista recai sobre medidas de apelo popular, a exemplo da tarifa zero nos transportes públicos aos finais de semana, a ampliação do teto para microempreendedores individuais com o perdão de dívidas, e a criação do programa Pé-de-Meia voltado para universitários. A coordenação da campanha também comemora o enfraquecimento de temas ligados ao STF e ao caso Banco Master na imprensa.

“Isso aí não mexe com a vida do povo”, afirmou Jilmar Tatto, secretário nacional de Comunicação do PT, em referência a esses assuntos. “Enquanto o outro lado fica montando os gabinetes e os ministérios, a gente está na rua fazendo campanha.”

Inovações digitais e mudanças na coordenação

A campanha à reeleição também reformulou sua comunicação digital ao adotar vídeos verticais em estilo selfie e aproximar-se de novos influenciadores políticos. Simultaneamente, houve uma remodelação na cúpula estratégica com a entrada de figuras influentes do Nordeste, designando Camilo Santana para a coordenação política, Rui Costa para a gestão da agenda e Rafael Fonteles no comando da comunicação.

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