O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira (16.out.2026), que ele representa a “única chance” de o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), “recuperar” o território mineiro.
Parceria política e riscos para o estado A afirmação ocorreu em meio a uma caminhada realizada pelo candidato à reeleição na cidade de Juiz de Fora. Na ocasião, o petista argumentou que os projetos em andamento na região dependem diretamente de sua permanência no Palácio do Planalto.
“A única chance que ele tem de ter as obras acontecendo aqui é eu ganhar as eleições para tratar ele com o respeito que o povo de Minas dedicou a ele. Portanto, se a gente não ganha, tudo que tá investido em Minas Gerais vai ser paralisado. Isso aqui vai ficar um cemitério de obras paralisadas”, declarou o presidente.
Cenário eleitoral mineiro Cleitinho garantiu a vitória para o governo estadual ainda no primeiro turno do pleito de 2026. Na disputa, o segundo colocado foi Patrus Ananias (PT), que contava com o respaldo oficial de Lula.
Vale lembrar que o atual governador eleito não contou com o aval do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na etapa inicial da votação, período em que o grupo político do PL apostou em Flávio Roscoe. No entanto, para a nova fase da corrida presidencial, Cleitinho optou por caminhar ao lado de Flávio Bolsonaro.
Estratégia e críticas ao passado Apesar das alianças políticas do adversário local, o atual chefe de Estado demonstrou tranquilidade quanto ao comportamento institucional do futuro gestor mineiro, apostando na pragmatismo administrativo.
“Eu tenho certeza que o Cleitinho é esperto. Ele não precisa me apoiar, só tem que ficar quietinho, porque ele só tem a ganhar no final das eleições”, disse.
No mesmo discurso, o representante do Partido dos Trabalhadores aproveitou para direcionar críticas severas à administração anterior do estado. Segundo o presidente, o ex-governador Romeu Zema (Novo) “estragou” Minas Gerais.
Zema tentou viabilizar uma candidatura ao cargo mais alto do Executivo federal no primeiro turno do mesmo ano, mas obteve apenas 0,27% dos votos válidos, optando posteriormente por endossar a candidatura de Flávio no segundo turno.






