O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o Brasil como um “pequeno país” durante um evento oficial em Jerusalém na quarta-feira (14.out.2026). Na mesma ocasião, o premiê indicou a possibilidade de comparecer à posse de Flávio Bolsonaro (PL) caso o senador saia vitorioso no segundo turno da disputa presidencial brasileira.
Relação com a América Latina As declarações foram dadas na cerimônia de abertura da Embaixada da Colômbia, sediada no Ministério das Relações Exteriores israelense.
Durante seu pronunciamento, o líder do governo de Israel criticou o distanciamento diplomático histórico com nações latino-americanas e atribuiu o esfriamento à influência da cultura “woke”.
“Os primeiros lugares que visitamos —eu e Sara— foram 3: Colômbia, Argentina e México. Foi uma visita excelente, marcada por muita cordialidade em cada um desses países. Aliás, um ano depois, creio que fomos a um pequeno país chamado Brasil, para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez voltemos lá”, afirmou.
Histórico e alianças estratégicas O premiê também criticou governos anteriores da região ao mencionar perdas de conexões profundas e destacou que a nova fase diplomática com a Colômbia busca parcerias em áreas como inteligência artificial, segurança, agricultura e gestão de recursos hídricos.
O alinhamento entre Netanyahu e o clã Bolsonaro é antigo. Em janeiro, Flávio esteve em Jerusalém para participar de uma conferência internacional contra o antissemitismo, ocasião em que tratou de acordos bilaterais futuros.
“Me comprometi a retomar integralmente as relações comerciais com Israel a partir de 2027, já que praticamente todas foram suspensas por questões ideológicas pelo governo brasileiro”, disse o senador.
Apoio eleitoral O apoio de Israel à candidatura foi reforçado em 25 de julho, quando a convenção nacional do partido exibiu um vídeo enviado pelo próprio primeiro-ministro.
“Você é um grande campeão do Brasil. Você é um grande campeão da amizade entre os nossos povos e sei que levará o Brasil a patamares cada vez maiores”, afirmou Netanyahu, em inglês.
Vale lembrar que o chefe de governo israelense já havia comparecido à investidura presidencial de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, realizada no início de 2019.






