O governo fluminense deu o primeiro passo oficial para a mudança de comando nesta quarta-feira, 14. O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, oficializou o início da transição administrativa voltada para a gestão de Douglas Ruas (PL), que garantiu a vitória ainda no primeiro turno da eleição.
Regras para a entrega de dados administrativos Um decreto divulgado no Diário Oficial determinou que todas as secretarias estaduais apresentem, até o dia 30 de outubro, um panorama completo sobre a situação financeira, os projetos em andamento e os principais desafios da administração pública.
O cronograma estabelecido visa garantir a continuidade dos serviços essenciais. Os relatórios preparados pelas pastas deverão detalhar iniciativas paralisadas, programas ativos e demandas urgentes que precisarão de intervenção logo no início do mandato, cuja posse está agendada para 6 de janeiro de 2027.
Comissão e articulação política Para acompanhar o processo, Ruas tem o direito de nomear até cinco nomes para compor o seu grupo de trabalho. O comando da comissão encarregada de compilar as informações ficará a cargo do chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, contando ainda com delegados de setores estratégicos como Fazenda, Planejamento, Infraestrutura e Procuradoria-Geral do Estado.
Na terça-feira 13, Ruas e Couto se encontraram nas dependências do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) com o objetivo de alinhar os detalhes da passagem de bastão. Na ocasião, o governador eleito confirmou que Maria Gabriela Bessa, que atualmente responde pela Secretaria Estadual das Cidades, assumirá a coordenação de sua equipe.
Instabilidade na cúpula do Executivo estadual O estado fluminense enfrenta um período de instabilidade no comando desde março, momento em que Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo na véspera de ter sua inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A situação se agravou porque o então vice-governador, Thiago Pampolha, havia migrado para o Tribunal de Contas do Estado em 2025.
Diante do afastamento e da prisão de Rodrigo Bacellar, que presidia a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), coube a Ricardo Couto, na condição de presidente do TJRJ, assumir interinamente o Palácio Guanabara.
O cenário gerou um impasse jurídico no Supremo Tribunal Federal (STF) acerca de quem deveria comandar o restante do mandato: a população por meio de sufrágio direto ou a Assembleia Legislativa via pleito indireto. O julgamento acabou suspenso pelos ministros. Embora o PL tenha buscado emplacar Ruas na chefia interina após elegê-lo para a presidência da Alerj, a Suprema Corte manteve Couto no cargo.






