A coligação do candidato derrotado Ciro Gomes (PSDB) protocolou uma ação na Justiça Eleitoral exigindo a cassação do governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT), além da convocação de um novo pleito no estado. A petição foi apresentada nesta quarta-feira, 14, pela equipe jurídica do partido.
Alegações da coligação tucana
De acordo com os advogados Hélio Parente e André Xerez, responsáveis pela defesa da campanha, o processo aponta fortes indícios de abuso de poder. O grupo contesta a aplicação de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo o argumento, teriam gerado um desequilíbrio na disputa eleitoral, afetando também a distribuição de direitos de resposta e o tempo de propaganda no rádio e na televisão.
“A ação pede basicamente a cassação da chapa adversária e a realização de novas eleições”, afirmou Xerez.
Contexto da disputa e vitória no primeiro turno
Nas urnas, Elmano de Freitas garantiu a permanência no comando do Executivo estadual ao vencer a disputa logo no primeiro turno. O petista obteve 2.875.573 votos, o que representou 53,19% dos votos válidos. Com essa vitória, o grupo político que comanda o Ceará desde 2007 — iniciado na gestão de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro — assegurou mais um mandato.
Atual governador desde janeiro de 2023, Elmano concorreu à reeleição tendo como vice a então vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD). O pleito também marcou o retorno de Ciro Gomes à disputa pelo governo estadual, cargo que ocupou entre 1991 e 1994, terminando a corrida eleitoral deste ano derrotado pelo candidato do PT.
Cabe agora aos tribunais eleitorais avaliarem os fundamentos jurídicos trazidos pela equipe do PSDB para deliberar sobre o pedido de anulação do resultado e a eventual marcação de um novo pleito no estado.






