Duas celebrações voltadas para o público infantil e supostamente custeadas pela organização criminosa Comando Vermelho foram interrompidas pelas autoridades de segurança nesta segunda-feira (12), em municípios da região norte do estado de Mato Grosso do Sul.
A estratégia por trás dos eventos Conforme apontado pelas investigações, a realização de atividades recreativas, acompanhada da entrega de doces e brinquedos, tinha como principal meta angariar a simpatia dos moradores e ampliar o controle da facção sobre as comunidades locais.
A atuação coordenada das polícias Civil e Militar também mapeou uma terceira festividade que aconteceria no município de Coxim. Em Pedro Gomes, a programação previa o uso de um campo de futebol no bairro São Luís, onde o pagamento dos infláveis ocorreria em espécie para dificultar o rastreamento financeiro.
Prisões e apreensões em Sonora No município de Sonora, a intervenção policial resultou na prisão em flagrante de duas mulheres e na apreensão de aproximadamente 200 itens, entre doces e brinquedos que seriam entregues aos menores.
Já em Pedro Gomes, os agentes flagraram duas suspeitas estruturando a distribuição de comida. Uma delas, já fichada por supostamente intimidar vizinhos em nome da facção, não possuía alvará para o evento.
O financiamento ilegal e o descarte de comida O esquema contava com recursos repassados por meio de contas bancárias de uma das investigadas, configurando o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, cujas penas variam de 12 a 20 anos de reclusão.
Durante as diligências, a Vigilância Sanitária avaliou os mantimentos e determinou o descarte de toda a carga por falta de garantias quanto à higiene no preparo.
Análise das mensagens e o impacto social A análise dos celulares apreendidos revelou diálogos explícitos sobre a facção, citando o setor financeiro do chamado projeto Dia das Crianças e comprovando repasses via Pix entre as suspeitas.
Por fim, as autoridades destacam que o uso de ações sociais mascara táticas de domínio territorial, buscando criar falsas redes de proteção e afastar a população das forças de segurança estaduais.






