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Ex-presidente de tribunal boliviano é investigado por fuga ao Brasil

Ex-presidente do Supremo da Bolívia pode estar no Brasil, diz procurador

O ex-presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, é alvo de investigações sob a suspeita de ter cruzado a fronteira e buscado refúgio no Brasil. A declaração foi feita na sexta-feira (6.nov.2026) pelo procurador-geral interino do país vizinho, José Armando Urioste, dias após o próprio magistrado admitir publicamente que havia saído do território boliviano.

Investigação policial e travessia clandestina As forças de segurança da Bolívia não localizaram nenhum registro oficial de saída do ex-magistrado nos postos legais de imigração. Diante dessa lacuna, a hipótese principal é de que ele tenha utilizado um trajeto terrestre irregular para entrar em solo brasileiro.

“Temos a informação de que ele estaria em alguma cidade do Brasil. Isso está sendo investigado. Foram habilitados os alertas migratórios“, declarou Urioste em coletiva de imprensa divulgada pelo jornal boliviano Red Uno.

Mandado de prisão e acusações criminais As ordens de captura contra Saucedo foram emitidas pelo Ministério Público na terça-feira (3.nov.2026), fundamentadas em suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas e organização criminosa. Os promotores apontaram a existência de provas consistentes, além de alertarem sobre o risco iminente de fuga e de interferência nas investigações.

Para o procurador-geral interino, o magistrado pode ter tido acesso a vazamentos de informação, o que teria facilitado sua saída antes que a detenção fosse efetivada. A declaração foi feita a jornalistas e divulgada pelo veículo boliviano El Deber.

Pronunciamento do magistrado e desdobramentos A partida do país foi confirmada pelo próprio ex-presidente do tribunal na quarta-feira (4.nov.2026) através de uma postagem na rede social X. Na ocasião, ele alegou ser vítima de perseguição e de “narrativas baseadas em mentiras”, argumentando ainda que sua atuação teria mais valor longe da prisão.

Embora as acusações centrais de narcotráfico e formação criminosa não estejam vinculadas ao período em que ele geria a corte suprema, as autoridades continuam apurando possíveis delitos cometidos durante sua gestão, incluindo suspeitas de corrupção e abandono do posto oficial.

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