O cenário político de Israel passou por uma reviravolta neste domingo, 8, quando o presidente Isaac Herzog oficializou a escolha do líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, para liderar a formação do próximo gabinete nacional. A solenidade ocorreu na residência oficial da Presidência, localizada em Jerusalém, logo após o anúncio envolvendo o ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel.
Apoio parlamentar e divisão no Knesset
A definição ocorreu após uma série de diálogos institucionais com as legendas que compõem o Knesset, o Parlamento israelense. O bloco que apoia Eisenkot alcançou 67 recomendações de deputados, enquanto o atual premiê Benjamin Netanyahu, dirigente do Likud, obteve o respaldo de 46 parlamentares, com o partido Judaísmo Unido da Torá optando pela neutralidade.
Durante o evento oficial, o chefe de Estado pontuou que o ex-militar assegurou o respaldo inequívoco da maioria dos legisladores no quesito fundamental de viabilidade governamental.
“Os desafios que o Estado de Israel enfrenta são imensos”, disse Herzog. “O Estado de Israel precisa de um governo estável, capaz de enfrentá-los ao longo do tempo.”
Prioridades e segurança nacional
Entre as principais urgências citadas pelo presidente estão a ameaça contínua do Irã, o combate ao extremismo e a cicatrização das perdas provocadas pelo atentado do Hamas em 7 de outubro de 2023. Herzog aproveitou para destacar a trajetória de décadas do político, mencionando inclusive as marcas físicas e pessoais deixadas pelos conflitos armados, incluindo a perda de seu filho Gal e de dois sobrinhos em combate.
Ao discursar, o novo encarregado enfatizou a urgência de uma guinada na administração pública e expressou confiança na montagem rápida de uma gestão com forte respaldo legislativo.
“Há uma necessidade urgente de uma nova e grande liderança”, disse.
Negociações e próximos passos
Para evitar impasses prolongados, o líder do Yashar destacou que concessões serão necessárias por parte de todas as legendas envolvidas nas tratativas.
“Ninguém vai conseguir cumprir todos os compromissos que assumiu, e todos nós teremos de ceder”, afirmou.
A maratona de conversas tem início oficial nesta segunda-feira, 9, com um encontro agendado entre Eisenkot e Avigdor Lieberman, dirigente da legenda Yisrael Beiteinu. Paralelamente, a política israelense registra movimentações na base aliada de Netanyahu, com a saída de importantes nomes da legenda Shas do Parlamento.






