O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, recebeu oficialmente, neste domingo (08), o mandato para tentar formar o próximo governo do país. A incumbência foi conferida pelo presidente de Israel, Isaac Herzog, após um pleito inconclusivo em que nenhuma das principais lideranças conseguiu alcançar o poder de forma isolada.
Possibilidade de coalizão e declarações
Durante o processo de articulação, o novo premiê sinalizou que aceita a participação do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e de aliados da extrema direita em uma futura aliança administrativa, contanto que ele próprio assuma a liderança da gestão.
“Se os membros do Likud (de Netanyahu) e do Partido Sionista Religioso (do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich) realmente acreditam que este é um momento para a unidade, como disseram ao presidente, não vejo motivo para que não apoiem um governo liderado por mim e baseado nos princípios que apresentei”, afirmou Eisenkot.
Por sua vez, o chefe de Estado israelense destacou que o país lida com uma “nova realidade política”, fazendo referência ao impacto das eleições nos Estados Unidos, onde os democratas impuseram dificuldades ao presidente republicano Donald Trump ao garantirem maioria no Congresso norte-americano.
Apoio parlamentar e trajetória
Para obter o encargo, o opositor assegurou forte sustentação no parlamento na última quinta-feira (5), contando com o aval de legendas árabes. No total, Eisinekot somou 67 votos de parlamentares, ao passo que Netanyahu obteve 46, acompanhados de 7 abstenções.
Natural de Tiberíades, onde nasceu em 19 de maio de 1960, o político iniciou sua trajetória militar em 1978 ao ingressar nas Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) por meio da Brigada Golani.
Histórico militar e político
Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas às forças armadas, o deputado alcançou o posto máximo da hierarquia castrense ao atuar como o 21.º Chefe do Estado-Maior Geral da IDF entre 2015 e janeiro de 2019, período em que foi substituído pelo tenente-general Aviv Kohavi.
Na esfera legislativa, ele ingressou no parlamento israelense na 25ª legislatura do Knesset pelo Partido da Unidade Nacional em 2022. Na casa legislativa, comandou a Subcomissão de Doutrina de Segurança e Desenvolvimento de Força, além de participar do Comitê de Relações Exteriores e Defesa e de comitês voltados à inteligência até 2024, quando rompeu com o governo e retornou às fileiras da oposição.






