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Pesquisa Quaest aponta que 59% dos eleitores rejeitam ataques de Flávio às urnas

59% rejeitam críticas de Flávio ao resultado das urnas, diz Quaest

Um levantamento da Genial/Quaest divulgado neste domingo revela que 59% da população brasileira reprovam os questionamentos levantados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o resultado das eleições. Em contrapartida, 34% dos entrevistados demonstram apoio à postura adotada pelo candidato derrotado no pleito.

Contexto das eleições de 2026

No dia 25 de outubro, Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Desde o resultado, o parlamentar tem concedido entrevistas onde alega a ocorrência de fraudes no processo eleitoral, embora não tenha apresentado nenhuma prova que sustente suas acusações.

O índice atual de rejeição aos ataques contra o sistema de votação se mantém em patamar semelhante ao registrado em 2022. Naquela oportunidade, 61% dos cidadãos desaprovavam as contestações feitas pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à apuração das urnas.

Avaliação sobre a viagem internacional

O estudo estatístico também mediu a percepção pública a respeito da saída do senador do território nacional, apontando que 62% avaliam que o político agiu de maneira incorreta ao deixar o país. Por outro lado, 29% consideram a atitude correta, enquanto 9% preferiram não opinar sobre o tema.

A coleta de dados da pesquisa ouviu 2.004 eleitores em âmbito nacional entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2026. O grau de confiabilidade estabelecido é de 95%, com uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Cronologia da saída do país

O parlamentar embarcou rumo ao exterior na noite de terça-feira (27.ot), acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. O grupo atravessou a fronteira em direção à Argentina, passou brevemente pelo Equador e seguiu para os Estados Unidos, desembarcando em Miami na manhã de quarta-feira (28.ot).

A viagem ocorreu logo após o senador receber intimação da Polícia Federal para entregar seus passaportes. A ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também havia proibido o político de deixar o país. A restrição integra uma investigação sobre supostos crimes de lavagem de empresas de apostas e evasão de divisas, envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.

Por meio de nota divulgada após sua chegada em solo norte-americano, o senador refutou as acusações de fuga e sustentou que o deslocamento integrou um plano político para escapar do que define como hostilidade da justiça. Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, declarou.

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