O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou durante evento de campanha na Região Metropolitana do Rio de Janeiro que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, será o responsável por transmitir o cargo em sua eventual posse, marcada para o início de 2027.
Contexto judicial de Jair Bolsonaro A declaração foi feita em cima de um trio elétrico durante uma carreata realizada no município de São Gonçalo. O cenário político envolve a situação jurídica do ex-presidente, que foi condenado em 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao envolvimento em uma trama golpista.
Recursos e andamento no STF Em setembro, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um pedido de revisão criminal contra as acusações. A expectativa nos bastidores jurídicos é que o ministro Kassio Nunes Marques libere a análise do caso para o período posterior ao segundo turno das eleições. Antes dessa liberação, o magistrado deve solicitar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise os novos argumentos apresentados pelos advogados no fim de setembro.
Propostas para segurança pública Durante o mesmo ato político ao lado de Douglas Ruas, o candidato do PL detalhou propostas voltadas para o combate à criminalidade, com foco na alteração das leis penais e no endurecimento de penas para delitos específicos.
“Menor de idade que comete crime de gente grande vai pagar como gente grande. Ladrão de celular vai ficar 8 anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia”, disse o candidato do PL à presidência.
Críticas à gestão federal atual No palanque em São Gonçalo, o postulante ao Planalto direcionou críticas severas ao atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontando indicadores socioeconômicos negativos durante o atual mandato.
“É o fim da era Lula, essa era que só deixa recordes negativas, é recorde de mulheres assassinadas, é recorde de brasileiro endividado, é recorde de imposto, é recorde de empresas fechadas, é recorde de industrias quebras”, afirmou.
A agenda de campanha do candidato segue mobilizando apoiadores em redutos eleitorais estratégicos do estado fluminense, combinando promessas de segurança pública com ataques diretos à administração petista.






