O titular da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, classificou como regular a intervenção de agentes da Polícia Militar que efetuou ao menos 45 disparos durante uma ocorrência que resultou na morte de Gustavo Munis, na Zona Sul da capital.
Investigação em andamento e perícia técnica Conforme o gestor da pasta, a conduta dos oficiais “não está nada fora do protocolo” e passará por apuração rigorosa, sendo prematuro apontar eventuais excessos neste momento inicial. As autoridades aguardam a conclusão dos laudos periciais para determinar o impacto exato dos tiros. “Eu não tenho o laudo ainda para ver quantos tiros pegaram nele. Não tem laudo, não podemos afirmar isso. Isso vai ser apurado em um inquérito da Polícia Civil. O inquérito da Polícia Militar também vai ser feito”, disse.
Contexto do acionamento e histórico da vítima De acordo com o relato oficial, a corporação foi mobilizada para intervir em uma situação de tentativa de suicídio. No entanto, o cenário mudou quando o jovem fugiu e supostamente direcionou uma arma para a equipe, gerando a reação dos policiais.
“A polícia foi para ajudar”, afirmou o secretário. A autoridade destacou que o objetivo primordial das equipes em chamados dessa natureza é a preservação da vida, sem qualquer desígnio prévio de confronto. “Não há qualquer intenção das equipes de chegar a uma ocorrência dessas para trocar tiros com a pessoa”, afirmou.
Histórico de ligações e próximos passos Paralelamente, representantes da corporação revelaram que o jovem realizava ligações frequentes para o serviço de emergência desde o ano de 2022, embora os agentes presentes na operação não soubessem desse antecedente.
Por fim, o caso seguirá sob investigação por meio de inquéritos conduzidos tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar, que analisarão registros visuais, laudos técnicos e a dinâmica dos disparos. “Foi uma ação legítima dos policiais”, declarou Nico Gonçalves ao comentar o caso.






